Informações sobre a Paróquia

Arquidiocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará
Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Santuário de Fátima
CNPJ: 02.537.502/0001-81

Endereço: Rua Antonio Barreto, 2167 - Fatima
CEP: 6606-020 (Belém/PA - Brasil)
Email: santuariodefatimaf.belem@gmail.com
Telefones: (91) 3228-0864 / (91) 3226-0503

Horário de funcionamento para atendimento ao público
De Segunda a Sexta: 8h00 às 12h00 / 14h00 às 18h00
Sábado: 8h00 às 12h00

Santa Missa
Domingo: 6h45, 8h30, 17h30 e 19h30
Segunda a Sexta: 18h30
Sábado: 17h30

Pároco: Mons. Raimundo Possidônio Carrera da Mata
Vigário: Pe. Márcio José Sousa Motta

Páginas

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© BlOG OFICIAL ®

CONVITE - JANTAR

Jantar dedicado às mães
# Festividade de Fátima 2013

Data: 10 de maio - Sexta feira

Hora: A partir das 20h00

Local: Fátima Recepções & Eventos

Valor da cartela: R$ 30,00

Cardápio: Filé, Camarão ou Peru

Atração musical: Ivana e kassio


Visitantes pelo mundo

AVISOS PAROQUIAIS

TERÇO DE RUA (CONTINUAÇÃO)
Dias: 27 e 28 de abril de 2013 - Sábado/Domingo
Hora: 19h30
Locais: Setores de Missão V e VI


SANTA MISSA E RETORNO DAS IMAGENS DE N. SRA. DE FÁTIMA - PEREGRINAÇÕES NAS FAMÍLIAS
Dia: 28 de abril de 2013 - Domingo
Hora: 17h30
Local: Santuário de Fátima


CELEBRAÇÕES PENITENCIAIS
Dias: 29 e 30 de abril de 2013 - Segunda/Terça
Hora: De 18h30 às 21h30
Local: Santuário de Fátima


FESTIVIDADE DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA 2013
DE 01 A 13 DE MAIO
"No ano da Fé: Quereis oferecer-vos a Deus?"

Cerimônia de Abertura dos festejos - 01 de maio
-17h00: Hasteamento das bandeiras do Brasil, Pará e Portugal na Praça do Santuário

-17h30: Procissão de Abertura

-19h00 (Aprox.): Santa Missa Solene presidida por Dom Vicente Zico, Arcebispo Emérito de Belém/PA.






Fonte: Calendário Paroquial 2013

Liturgia Diária - Leituras Bíblicas

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria



No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que todos nascemos. A festa é celebrada no tempo litúrgico do Advento, de preparação para o Natal. Neste tempo, é importante lembrar-se também daquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do Verbo Encarnado; o Filho de Deus vem até nós através de uma mulher.

CHEIA DE GRAÇA
- Para ser a mãe de Cristo, Deus escolheu uma mulher santa e pura, cheia de graça. Por isso, como afirma o Concílio Vaticano II, na constituição “Lumen gentium”, Maria, “desde o primeiro instante de sua existência, é enriquecida com uma santidade surpreendente, absolutamente única.” (LG 56) É esse o mistério que celebramos no dia 8 de dezembro: para ser digna Mãe do Verbo, Deus preservou Maria do pecado original e a fez cheia de graça, a fez imaculada desde sua concepção.

REMIDA POR CRISTO
- A doutrina da santidade original de Nossa Senhora se firmou inicialmente no Oriente, por volta do século VI ou VII, daí passou para o Ocidente. No século XIII, Duns Scott, teólogo franciscano de inteligência brilhante, defendia que Maria havia sido concebida sem o pecado original, afirmando que ela foi remida por Cristo como todas as pessoas humanas, mas antes de contrair o pecado original, em previsão dos méritos do Redentor que lhe são aplicados também.

DOGMA DE FÉ
- Séculos mais tarde, o Papa Pio IX, com a bula “Ineffabilis Deus”, de 8 de dezembro de 1.854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição: “Maria foi imune de toda mancha da culpa original desde o primeiro instante de sua concepção, em vista dos méritos de Cristo.” Quatro anos mais tarde, em 1.858, Nossa Senhora confirmava essa verdade. Aparecendo a Bernadete, na cidade francesa de Lurdes, apresentou-se: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

MODELO DE VIDA
- A Mãe do Salvador se revela como exemplo de fé, de oração, de escuta da palavra divina, de amor-doação. Nossa devoção deve sempre lembrar a moça que soube dizer sim ao chamado para ser mãe, que se deslocou por caminhos difíceis para servir sua prima Isabel, que na festa de Caná estava servindo e preocupada com a felicidade dos noivos. Maria é a pessoa simples, pobre, que pertencia aos excluídos de sua época. É a mulher firme na condução dos passos de seu Menino, forte ao pé da cruz, exultante na ressurreição de seu Filho.

MÃE DOS CRISTÃOS
- Sua existência é uma plena comunhão com o Filho, uma entrega total a Deus. Ela é a mãe imaculada dos cristãos. Como afirma o Papa João Paulo II, Maria é “a primeira e a mais completa realização das promessas divinas. Sua espiritual beleza nos convida à confiança e à esperança. A Virgem toda pura e toda santa nos anima a preparar os caminhos do Senhor e a endireitar seus caminhos.”

CAMINHO PARA BELÉM
- A celebração da Imaculada dentro do Advento – tempo de preparação para o Natal de Jesus Cristo – deve nos levar até o presépio de Belém, descobrindo a humildade e a pobreza de nosso Deus e de sua mãe, comprometendo-nos com os pobres e excluídos, os que tiveram o privilégio de receber primeiro o convite para irem adorar o Menino que nasceu.


Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/maria/reflexao/29.htm

O Ano Litúrgico : Ciclo do Natal - Tempo do Advento


O Tempo do Advento


Introdução

A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem


Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:
ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA


É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lO como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA


Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento


O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.


Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/liturgia/o_tempo_advento.html

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Arquidiocese de Belém do Pará - Belém, a Casa do Pão 2011

A nossa Arquidiocese inicia novamente a Campanha de Natal "Belém, a Casa do Pão" que visa à arrecadação de alimentos não perecíveis para serem doados para as famílias carentes. Contamos com a sua colaboração!


As doações podem ser entregues na Portaria do Centro de Evangelização de Fátima - CEFAT (Trav. Antonio Baena, 155) ou na Recepção do Santuário de Fatima (Rua Antonio Barreto, 2167), ou ainda podem ser depositadas na Caixa de arrecadação que fica durante as missas diárias no Santuário, em frente ao Presbitério.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Mãos ao alto!

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 21 a 27 de outubro de 2011


Na Romaria das crianças, realizada dentro da magnífica e rica realidade pastoral chamada Círio de Nazaré, um casal se aproximou solícito, pedindo a bênção para o filhinho que, enfermo, erguia as mãos e olhava suplicante. No meio da multidão, não se tratava de um "mãos ao alto", mas "mãos para o alto", erguer as mãos para a oração, como o conhecido ícone da "Virgem Orante", que expressa uma característica importantíssima de Maria, Mãe de Deus e nossa. Não é difícil imaginar a cena da Anunciação do Anjo, que o filme "Jesus de Nazaré" retratou apenas como silêncio contemplativo, no qual o olhar e o movimento das mãos e dos braços pronunciavam as palavras do diálogo conhecido de todos, quando a humanidade dizia, em Maria, "faça-se em mim segundo a tua palavra", abrindo-se para que, em seu ventre virginal, o Verbo se fizesse carne. Pouco depois, irrompia na casa de Isabel e Zacarias o cântico daquela que é bem-aventurada por ter acreditado, o Magnificat. Só de começar a cantá-lo, erguem-se os corações e os braços, tamanha a riqueza de conteúdo bíblico e de compreensão profética da realidade humana, explosão de sabedoria nos lábios de uma jovem formada na escola da oração, própria dos pobres de Javé.

Moisés, de mãos erguidas e sustentado pelos braços por dois homens (Ex 17, 8-12), manteve-se em oração durante toda uma jornada. A vitória para o povo de Deus veio da perseverança na oração. Sempre chamados à oração, diálogo com Deus, todas as suas necessidades foram apresentadas ao Senhor, mesmo sendo muitas vezes um povo contumaz em seus pecados, cabeças duras a serem continuamente alertadas pelos profetas, enviados para endireitar os caminhos, apontando para a vontade de Deus e alimentando a esperança da chegada do Messias.

O Apóstolo São Paulo, que não cessava de orar pelas suas comunidades (Cf. Cl 1, 9-13), recomendava a erguer mãos santas, sem ira nem contenda, fazendo súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, em vista de uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e dignidade, coisa boa e agradável a Deus, nosso Salvador. Ele sabia que Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. A todos fazia voltar os olhos para aquele que é o único mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus (Cf. I Tm 2, 1-8).

No correr dos séculos, também o povo do novo Israel de Deus, conquistado no mistério pascal de Jesus Cristo, continua chamado à oração. No tempo que é nosso, aqui em Belém do Pará, vivemos uma oportunidade inigualável para o aprendizado da oração. Vi muitas mãos erguidas, abençoei em nome do Senhor mãos calejadas pelo trabalho, mãos suplicantes de detentos que as estendiam por entre as grades das prisões. A linguagem eloquente das mãos gritava junto da corda do Círio, ou exultava no final dos esforços feitos, sabe Deus com quantas promessas escondidas ou agradecimentos que ficarão no segredo dos corações.

Durante o Círio, lembrei-me de uma versão livre do Salmo 64, que soa assim: "Vou cantar, entoar um canto novo, vou sair, chamar o povo pra louvar, aleluia! Assim toda criatura: nossa terra, sol e lua vão louvar e cantar. Se alguém te louva em silêncio, tu acolhes, ó Senhor, sua oração. Se alguém entoa um canto novo, tu acolhes, ó Senhor, sua canção. É feliz quem em ti fez a morada, vida nova, outra casa pra ficar, aleluia! Tu preparas mesa farta e alimentas pra jornada dando amor, luz e paz. O nascer de uma aurora radiante vai dourando a cada instante os trigais, aleluia! E os pequenos e sofridos, nos teus braços acolhidos, vão louvar e cantar."

Nossa Igreja quer ser como os dois homens que sustentaram Moisés em oração, dizendo a todos os que clamam do mais profundo de suas angústias que a oração vale e chega ao coração de Deus! Com os mais diversos grupos de Igreja que entraram na escola da Oração, como o Apostolado da Oração, a Renovação Carismática Católica e a surpreendente e promissora novidade dos últimos anos chamada Grupo de Oração do Terço dos Homens, ao lado de outras realidades igualmente orantes de nossa Igreja, queremos assumir o compromisso da intercessão recomendada por São Paulo, rezando uns pelos outros, não só no Círio, mas continua e incessantemente. E com a Virgem orante de Nazaré, queremos dar graças continuamente ao Pai do Céu, por Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Louve a Deus tudo o que vive e que respira

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 14 a 20 de outubro de 2011.


Mais uma vez Belém celebra o Círio de Nazaré com dignidade e galhardia, como corresponde às mais arraigadas e legítimas tradições do povo paraense. Percorremos rodovias e avenidas, ruas e praças, ao som dos fogos de artifício, aclamações vibrantes, cantos, sorrisos, lágrimas e gritos de louvor. A multidão era incontável em todas as partes, mais ainda no domingo do Círio. Temos ainda outros passos a percorrer nos próximos dias, até concluirmos a quadra nazarena. A cada dia, a Basílica repleta de fiéis, Bispos do Brasil inteiro que pregam a Palavra de Deus, cantos e orações. Em toda a quinzena, o “departamento de colheita”, como vejo a celebração do Sacramento da Penitência. Ali, na graça do confessionário os resultados espirituais do Círio se manifestam. De fato, Nossa Senhora conduz o povo à terra da reconciliação e ao abraço amoroso do Pai, onde todos têm valor! Alternamos sons e silêncio, procissões e louvores, penitência e ação de graças. É oportuno perguntar se tudo o que vivemos é prece autêntica que sobe ao Céu.

Veio-me à mente a experiência vivida pelo rei Davi, assim descrita no segundo livro de Samuel: “Davi, cingido apenas com um manto sacerdotal de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. Davi e toda a casa de Israel conduziam a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. Quando a arca do Senhor entrou na cidade de Davi, Micol, filha de Saul, estava olhando pela janela. Vendo o rei Davi dançar e pular diante do Senhor, desprezou-o em seu coração. Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no meio da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão na presença do Senhor. Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, Davi abençoou o povo em nome do Senhor dos exércitos. E distribuiu a todo o povo, a toda a multidão de Israel, aos homens como às mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois, todo o povo foi para casa. Quando Davi voltou para saudar a família, Micol, filha de Saul, foi-lhe ao encontro e disse: ‘Que bela figura fez hoje o rei de Israel, desnudando-se aos olhares das escravas dos seus servidores, como o faria um bufão qualquer!’ Mas Davi respondeu: ‘É diante do Senhor que eu danço! Bendito seja o Senhor, que me escolheu de preferência a teu pai e a toda a tua família, para tornar-me o príncipe do seu povo Israel. Diante do Senhor, eu vou pulando. Serei humilhado ainda mais, ficarei rebaixado a meus próprios olhos, mas da parte das escravas de que falas ganharei estima’. (2 Sm 6, 12-22).

Toda a nossa vida deve tornar-se louvor de Deus, pois tudo que o Senhor fez se destina à sua glória. A natureza, com suas cores, sons e movimento já louva o Senhor pelo fato de as coisas existirem. Os homens e mulheres receberam de presente a liberdade, com a qual podem decidir-se ou não pelo relacionamento com aquele que é a fonte de tudo o que existe.

Uma vida que é gerada, destinada à eternidade e à comunhão com Deus, tem seu valor inestimável, devendo ser respeitada até o ocaso natural, o que leva os cristãos a rejeitarem o desrespeito a ela que se manifesta na onda de abortos e todas as outras formas de assassinato. Causam indignação a violência reinante e o menosprezo à vida dos pequenos e pobres, inclusive a ocorrência de assaltos e ameaças nos dias que correm em nossas cidades.

Optar pela vida e pelo louvor de Deus nos levou a viver, no domingo do Círio, a experiência da partilha e da solidariedade. Parecíamos ver um mundo diferente, quem sabe uma verdadeira lição para aprendermos a ser mais irmãos. Cantavam a Deus os rostos suados, os olhares, sorrisos e lágrimas que tive a graça de aspergir. Sim, oramos com barulho ou com o silêncio, desfiamos as contas do Rosário, não nos envergonhamos de percorrer nossas ruas como o rei Davi. Trazíamos a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, aquela que a Igreja chama “Arca da Aliança”, por ter trazido ao mundo aquele que é o pastor do novo Israel de Deus, representado pelo cajado de Aarão, Jesus, Pão da Vida prefigurado no Maná das andanças do povo no deserto, aquele que é em si mesmo a Nova Lei, antes preparado pelas tábuas da Antiga Aliança. Sim, tudo foi louvor a Deus. Dançamos e cantamos diante do Senhor, acompanhados pela jovem Virgem de Nazaré.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Conversa ingênua com Nossa Senhora de Nazaré

Jornal Voz de nazaré - Edição de 30 de setembro a 06 de outubro de 2011




Maria de Nazaré, Maria de Jesus, Maria de José, Maria de nossos sonhos e esperanças, Maria da humanidade inteira, Nossa Senhora! Batemos à porta de tua casa em Nazaré, tu que és Sede da Sabedoria e ao mesmo tempo mãe de família. Dá-nos licença para entrar nesta casa sagrada da Sagrada Família. Queremos limpar nossos pés, sujos da poeira e da lama dos caminhos, pois vemos a harmonia que resplandece onde estás! Na Carpintaria de José e Jesus, soubemos que tu tens muito a nos ensinar. Eles foram muito delicados e atenciosos, pois disseram que esta casa tem jeito de Céu!

Antes de nossa conversa, queremos deixar lá fora o que não fica bem em ambiente tão bonito. Soubemos que os rancores, a desunião, o peso da maldade, a indiferença e a desconfiança nos fariam muito incomodados perto de ti. Mesmo que não sejamos imaculados como tu és, não fica bem trazer a maldade para cá. Pedimos até a ajuda de teu amigo Plácido, aquele caboclo que encontrou tua imagem e nos ajudou a lavar mãos e os pés. Ele é parecido com Jesus, teu Filho, que veio para servir e não ser servido e lavou pés dos discípulos para lavar a humanidade inteira, pois é aquele que tira o pecado do mundo.

Aproveitamos para te oferecer teu retrato, que chamamos “imagem peregrina”. Trouxemos lembranças de mais de cem mil famílias que a acolheram. Quem fez este retrato sabia muito bem que tu és mais bonita ainda face a face. Foste muito generosa ao permitir que nossas casas te recebessem. E todos ficaram muito felizes com o recado que nos mandaste, dizendo para fazer tudo o que Jesus diz. Disseram-nos que é uma “receita de milagre” e é verdade! Acolhendo teu conselho, todos os dias são melhores do que os que passaram e aprendemos a olhar para frente, corajosos como discípulos missionários de Jesus.

Obrigado, Maria de Nazaré, pois nos sentimos acolhidos em tua casa. Parece que estamos vendo tudo, até o fundo da cozinha. Já estamos aprendendo a lição da sinceridade, que anda rara em nosso mundo. De repente, tu nos contas histórias de família, dos teus antepassados, homens e mulheres de fé, gente que caminhou como se visse o invisível. Ajuda-nos a valorizar o que recebemos de melhor daquelas pessoas que vieram antes de nós. Sabemos que é hora de olhar para os retratos das paredes de nossas casas e viver de novo a retidão e a justiça, a disposição para trabalhar, a honestidade, a fraternidade e a solidariedade. Com tua ajuda, queremos recuperar o que existe de melhor em nossas famílias e em nosso povo. Aproveitamos esta visita para decidir-nos a melhorar o nosso mundo.

Vimos teu Filho amado junto com José. Eles nos contaram que aqui se reza. É bom saber que junto com José, este casal original que foi pensado pelo Pai do Céu, criou o ambiente para que o Verbo de Deus encarnado vivesse tudo o que humano, menos o pecado. Ora por nós, Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, para que tenhamos gosto pela oração. Aprendamos com tua família a louvar, agradecer, pedir perdão e suplicar. Até Jesus, Cordeiro imolado, pediu perdão e assumiu sobre si os pecados do mundo! Aqui queremos confiar-te todo o povo de Deus e nossas famílias, pois sabemos que continuas a acompanhar a Igreja na peregrinação da fé. Ora por nós agora e na hora de nossa morte!

Nós te agradecemos porque nos mostras a simplicidade de tua casa. Como somos paraenses, trouxemos até um agrado, o açaí, que o Pai do Céu criou com tanto carinho, para que a casa de Nazaré seja também de Belém do Pará! Dize a Jesus que estamos muito contentes com tudo o que recebemos em nossa magnífica terra amazônica e que queremos cuidar bem do que recebemos, para que não falte alimento a ninguém. Da casa da Sagrada Família, queremos levar para nossas cidades e bairros a lição da partilha, com a qual o pouco se transforma em muito.

E agora nós te convidamos a sair conosco pelas nossas ruas. Sabemos que ficas feliz, quando é Círio outra vez e nós também estamos muito felizes. Vem Maria, vem! Vem conosco e caminha conosco. Nossas ruas se tornam tua casa! Quem ninguém volte para casa sem experimentar teu amor materno! Aproxima os distantes, pede a Jesus a graça da reconciliação para os que são inimigos e a conversão para os que estão afastados dele. Virgem de Nazaré, olha para os enfermos, os tristes e as pessoas solitárias. Vê a multidão incontável que olha para ti, faze com que os sentimentos de nossos corações sejam transformados na vida que vem de teu Filho Jesus, para que todos tenham vida em abundância. Feliz Círio para todos nós, ó Virgem de Nazaré!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Programação do Círio Musical 2011

09/10 – Padre Antônio Maria
10/10 – Banda Anjos de Resgate
11/10 – Dunga
12/10 – Cassiano
13/10 – Padre Joãozinho e Salete
14/10 – DDD
15/10 - Davidson
16/10 – Jack
17/10 – Cosme
18/10 – Diego Fernandes e Jonhi
19/10 – Adoração e Vida
20/10 – Irmã Kely Patricia
21/10 – Adriana
22/10 – Missionário Shalom e Maria do Rosário
23/10 – Suely Façanha


Fonte: http://www.basilicadenazare.com.br/portal/

Consagração a Nossa Senhora de Nazaré




Senhora de Nazaré, da antiga raiz de Jessé, da casa real de Davi,
descendente de São Joaquim e de Sant’Ana, sempre que a angústia, o medo
e a solidão me abatem, me entrego em teus braços, ó Mãe. Como criança
carente em busca de alívio, carinho e proteção, mergulho em teu Coração
Imaculado e consagro a ti querida Mãe, o meu passado e todas as minhas
lembranças, o momento presente e todas as suas aflições, o meu futuro e a
vida eterna que Deus me reserva no céu. O Sacramento do Batismo que
um dia recebi, me tornou filho (a) de Deus e filho (a) teu, ó Mãe. E fez-me
também herdeiro (a) de Seu Reino. Por isso, venho agora renovar, diante
de ti, ó Virgem de Nazaré, as promessas do meu Batismo. E para que eu
possa ser fiel a elas até o fim de minha vida, peço a tua intercessão junto
ao teu Filho Jesus. Doce Senhora de Nazaré, a ti consagro, agora, as
minhas aspirações, meus projetos, meus sonhos, minha missão, minhas
realizações, tudo o que tenho e tudo o que sou. Consagro também todos os
dias restantes de minha vida terrena, pedindo por eles a tua intercessão e
a tua bênção materna, para que sejam dias serenos, cheios de paz e de
muitas graças. Quero também te consagrar desde já, Senhora de Nazaré, o
momento de minha morte quando, por tuas mãos e amparado (a) pelos
braços de teu esposo São José, poderei, finalmente, ver o teu rosto, abraçar
teu Filho Jesus e contemplar a glória do Pai, no amor infinito do Espírito
Santo.

Amém!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MENSAGEM DO ARCEBISPO METROPOLITANO PARA O CÍRIO DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 2011

"Nínguem resiste ao Círio"





Aproxima-se uma das maiores festas religiosas do mundo católico, cujos benefícios alcançam toda a sociedade na Arquidiocese de Belém e em todo o Pará, lançando pontes para outras regiões que se beneficiam do Círio de Nazaré. Apraz-me apresentar o ensinamento da Igreja, na V Conferência Geral do Episcopado latino-americano e caribenho, para ajudar-nos a viver o Círio 2011, aplicando-o ao nosso ambiente de fé.

O precioso documento considera as manifestações de piedade popular como um dos lugares privilegiados para o encontro com Jesus Cristo. Nas peregrinações, romarias e procissões, o povo de Deus se reconhece em caminho. Nos inúmeros peregrinos que acorrem a Belém, celebra-se a alegria de se sentir imerso em meio a tantos irmãos, caminhando juntos para Deus que os espera. O próprio Cristo se fez peregrino e caminha ressuscitado entre os pobres.

A decisão de caminhar em direção ao santuário já é uma confissão de fé, o caminhar é um verdadeiro canto de esperança e a chegada é um encontro de amor. O olhar do peregrino para a imagem da Virgem de Nazaré simboliza a ternura e a proximidade de Deus e da Mãe de Deus. O amor se detém, contempla o silêncio, desfruta dele em silêncio. Também se comove, derramando todo o peso de sua dor e de seus sonhos. A súplica sincera, que flui confiadamente, é a melhor expressão de um coração que renunciou à auto-suficiência, reconhecendo que, sozinho, nada é possível. Um breve instante de pedido sintetiza uma viva experiência espiritual.

Peregrinos do Círio somos todos nós, chamados a viver a experiência de um mistério que nos supera, uma realidade que envolve a vida de Igreja e supera nossa família, nosso bairro e nosso trabalho. Na Basílica Santuário Arquidiocesano de Nazaré, esperamos tomar decisões que marquem nossas vidas. O Círio e a Basílica contêm muitas histórias de conversão, de perdão e de dons recebidos que milhões de pessoas poderiam contar.

A piedade popular penetra delicadamente a existência pessoal de cada fiel e ainda que se viva em uma multidão, envolve toda a nossa vida. Nos diferentes momentos da luta cotidiana, muitos de nós recorremos a algum sinal do amor de Deus: um crucifixo, uma medalha, um rosário, uma vela que se acende para acompanhar um filho em sua enfermidade, um Pai Nosso recitado entre lágrimas, uma Ave-Maria, uma promessa, uma corda que nos faz próximos uns dos outros para nos aproximar de Deus, um olhar carinhoso para a imagem querida de Maria, um sorriso dirigido ao Céu em meio a uma simples alegria.

Nossa piedade popular mariana é uma maneira legítima de viver a fé, um modo de se sentir parte da Igreja e uma forma de ser missionários, onde se recolhem as mais profundas vibrações de nosso coração, de nossa cultura e mais ainda de nossa fé. No ambiente de secularização em que vivem nossos povos, o Círio continua sendo uma poderosa confissão do Deus vivo que age na história e um canal de transmissão da fé. O caminhar juntos para o santuário e a participação em outras manifestações da piedade popular, levando também os filhos ou convidando a outras pessoas, é em si mesmo um gesto evangelizador pelo qual o povo cristão evangeliza a si mesmo e cumpre a vocação missionária da Igreja. (Cf. Documento de Aparecida 259-264)

Não haja uma casa sem os sinais da devoção mariana! Apresentem-se o Rosário, as imagens da Virgem de Nazaré, os cartazes do Círio com tantos rostos de gente nossa, e as recordações dos votos feitos a Deus. Enfeitem-se as ruas e as casas com profusão de flores e cores. Continuem a ressoar os "vivas", as buzinas e os fogos de artifício. Emocionem-se todos, sem acanhamento! A cada pessoa que acolhe esta mensagem, como pastor da Igreja de Belém, entrego a tarefa de "não resistir ao Círio" e envolver, a modo de missão, seus parentes, amigos e vizinhos para a grande festa da Igreja em nossa Arquidiocese. Feliz Círio para todos!



Dom Alberto Taveira Corrêa
ARCEBISPO METROPOLITANO DE BELÉM DO PARÁ



Fonte: http://www.servaltar-belem.blogspot.com/

Programação Oficial do Círio de Nazaré - 2011



ABERTURA OFICIAL DO CÍRIO 2011
Dia 4 de outubro, às 19h, na Casa de Plácido, no Centro Social de Nazaré.

ABERTURA DA VIGÍLIA DE ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
dia 5 de outubro, às 8h, na Capela do Bom Pastor, no Centro Social de Nazaré.

APRESENTAÇÃO DO MANTO
Dia 5 de outubro, às 18h, na Basílica-Santuário de Nazaré.

CONCERTO MARIANO
Dia 6 de outubro, às 20h, “Um Canto para Maria”, na Basílica-Santuário de Nazaré.

ENCERRAMENTO DA VIGÍLIA DE ADORAÇÃO
Dia 7 de outubro, às 7h, na Capela do Bom Pastor, no Centro Social de Nazaré.

TRASLADO PARA ANANINDEUA/MARITURA
Dia 7 de outubro, às 9h, saindo a imagem da Virgem peregrina da Basílica-Santuário de Nazaré.

ROMARIA RODOVIÁRIA
Dia 8 de outubro, às 5h30, saindo da Igreja Matriz de Ananindeua, seguindo pela rodovia Augusto Montenegro até Icoaraci.

ROMARIA FLUVIAL
Dia 8 de outubro, às 9h, saindo do trapiche de Icoaraci para Belém, onde atraca na escadinha do cais do porto. A imagem da Virgem peregrina vem no navio “Garnier Sampaio”, da Marinha brasileira.

MOTO-ROMARIA
Dia 8 de outubro, às 11h30, promoção da Associação dos Motoqueiros de Belém, com o apoio da Diretoria da Festa de Nazaré.

DESCIDA DA IMAGEM

Dia 8 de outubro, às 12h30, na Basílica-Santuário. A imagem original de Nossa Senhora de Nazaré é retirada do Glória do Altar-Mor, ficando em veneração, durante toda a quinzena, em nicho ornado no presbitério.

MISSA DA TRASLADAÇÃO

Dia 8 de outubro, às 16h30, no Colégio Gentil Bittencourt.

TRASLADAÇÃO

Dia 8 de outubro. O traslado sai às 17h30, do Colégio Gentil Bittencourt, percorrendo o mesmo trajeto do Círio, em sentido contrário.

MISSA DO CÍRIO
Dia 9 de outubro, às 5h, na Catedral de Belém.

CÍRIO DE NAZARÉ

Dia 9 de outubro. A grande procissão sai às 6h30, rumo à Praça Santuário de Nazaré.

CICLORROMARIA
Dia 15 de outubro, às 8h, na Praça Santuário.

MISSA ROMARIA DA JUVENTUDE
Dia 15 de outubro, às 16h, paróquia de Sta. Maria Gorethe.

ROMARIA DA JUVENTUDE

Dia 15 de outubro, às 17h, saindo da paróquia de Sta. Maria Gorethe para a Praça Santuário.

ROMARIA DAS CRIANÇAS
Dia 16 de outubro, iniciando com missa campal na Praça Santuário, às 7h.

PROCISSÃO DA FESTA
Dia 23 de outubro, na Praça Santuário, às 8h.

MISSA DE ENCERRAMENTO
Dia 23 de outubro, às 19h30, na Praça Santuário, celebrada pelo Arcebispo de Belém.

SUBIDA DA IMAGEM
Dia 24 de outubro, às 5h30, na Basílica-Santuário de Nazaré.

MISSA DO RECÍRIO
Dia 24 de outubro, às 6h, na Praça Santuário.

RECÍRIO PARA O COLÉGIO GENTIL

Dia 24 de outubro, às 7h, na Praça Santuário.


Fonte: http://www.ciriodenazare.com.br/

Cartazes Oficiais do Círio de Nazaré 2011: "As Caras do Círio"

1ª TIRAGEM


2ª TIRAGEM



Entre os muitos símbolos marcantes da história do Círio de Nossa
Senhora de Nazaré, de Belém do Pará, o CARTAZ tem assumido ao longo
dos anos um importante papel na apresentação desta que é a maior festa
religiosa do Mundo. Passou de uma simples peça de divulgação a uma ver-
dadeira obra de arte, com local de destaque em todos os lares, repartições
públicas, empresas, etc, não só no Pará como nos outros Estados brasileiros.
A grande procura e, consequentemente, o aumento de sua tiragem a
cada ano, mostram bem esta realidade. Pesquisas conjuntas do DIEESE/PA
e Diretoria da Festa de Nazaré apontam que em 2011, o cartaz do Círio vai
bater um novo recorde: serão confeccionados 880 mil exemplares, a maior
tiragem nos últimos 12 anos.
O primeiro Cartaz do Círio de que se tem notícia foi produzido em
1882; festeja, portanto, 129 anos de criação. Mas o Cartaz 2011 quer honrar
a Virgem de Nazaré ilustrando a grandiosidade de sua Festa homenageando
as pessoas que fazem com que o Círio seja a maior procissão católica do
Mundo. Donde a grande novidade: o fundo do Cartaz consiste numa espécie
de mosaico feito com fotos doadas espontaneamente pelos próprios fiéis.
Na verdade, essa idéia desenvolvida pela Mendes Comunicação quer
ilustrar o cumprimento daquela profecia cantada pela própria Virgem Naza-
rena: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o
Poderoso fez para mim coisas grandiosas” (Lucas 1, 48-49).

Feliz Círio a todos!

Polícia Militar do Pará festejará o seu 29º Círio em honra de N. Sra. de Nazaré



Nesta quinta-feira (06) a partir das 16h, com saída do quartel do Batalhão de Polícia de Choque, à rua Fernando Guilhom, em Belém; terá início mais uma trasladação da imagem peregrina de N. Sa de Nazaré da PMPA para o Santuário de Fátima; onde, na sexta-feira (07), será celebrada às 07h a Santa Missa missa e logo em seguida o 29º Círio da Polícia Militar que percorrerá cerca de 8 kilômetros pela avenida Duque de Caxias até o quartel do Comando Geral da PMPA.




O Capelão da Polícia Militar (Coronel PM) Pe. Eloy Wayth, lembra que todos estão convidados para mais este momento de agradecimento a Deus e de pedido por todos os que fazem a Polícia Militar.


Fonte: http://www.pm.pa.gov.br/

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Perdoar sempre?

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 09 a 15 de setembro de 2011


O coração de Deus é apaixonado pelo ser humano, criado por Ele à sua imagem e semelhança. Deus não nos ama porque sejamos amáveis, mas para que sejamos bons. Seu amor é gratuito. Esta paixão de amor se manifesta de modo único na misericórdia, com a qual as feridas são sanadas e todos podem erguer-se do chão pisado dos próprios pecados. Ele põe num prato da balança nossas falhas e no outro a obra de suas mãos, para dizer, continuamente, que somos mais importantes do que todos os limites. Acreditar no Pai misericordioso!

Trata-se de uma história de salvação a que Deus constrói conosco, infinitas vezes renovada quando dele nos aproximamos. Desde o princípio, os apóstolos de Jesus e seus discípulos de todos os tempos tiveram que entrar nesta aventura da misericórdia. Em nome dos outros, coube a Pedro perguntar a Jesus sobre a "contabilidade" da misericórdia (Cf. Mt 18, 21-35). O perdão recebido de Deus há de ser repartido setenta vezes sete vezes! É para trazer os critérios do Céu à terra. Como Deus nos deu o precioso dom da liberdade, assenta-se conosco à mesa da vida para barganhar! Doa uma misericórdia infinita, mas exige a contrapartida. Quer uma opção consciente pelo perdão e pela misericórdia, de cuja presença o mundo tem sede e fome. Escolher o caminho do perdão!

A prática se inicia em casa, estende-se ao trabalho e à convivência comunitária e social. Dar o perdão e pedir perdão é um bom começo. Quem espera o esquecimento para dizer que perdoou as faltas alheias não entendeu a misericórdia. Merecimento tem quem acolhe a outra pessoa mesmo lembrando as ofensas! E esta é uma verdadeira ginástica, que pede muitas vezes esforço hercúleo, de homens e mulheres fortalecidos pelo Espírito Santo, dispostos a acolher este dom vindo do alto. Dar o primeiro passo!

"O rancor e a raiva são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las... Lembra-te do teu fim e deixa de odiar, pensa nos mandamentos e não guardes rancor ao teu próximo" (Cf. Eclo 27,33-28,9). Acalmar a ira é outro passo. Há pessoas que se exercitam no autocontrole dos impulsos naturais da raiva. Não se trata apenas de "contar até dez", mas olhar as pessoas e os acontecimentos com os critérios de Deus, descobrindo que em todos existe uma marca de bondade, maior do que o mal que assola. Abrir-se para a cura que Deus quer realizar!

Temos à disposição, pela bondade de Deus, o Sacramento da Reconciliação ou Penitência, a Confissão. Quando redescoberto, procurado e aproveitado, é instrumento precioso, oferecido por Deus, através de sua Igreja, para a cura dos corações feridos, com o qual é possível dizer com o salmista "Lava-me de toda a minha culpa, e purifica-me de meu pecado. Reconheço a minha iniquidade e meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, só contra ti eu pequei, eu fiz o que é mal aos teus olhos; por isso és justo quando falas, reto no teu julgamento. Eis que na culpa fui gerado, no pecado minha mãe me concebeu. Mas tu queres a sinceridade do coração e no íntimo me ensinas a sabedoria" (Sl 50, 4-8). Quem não o procura desperdiça a oportunidade única da graça. E sabemos que de um modo ou de outro as pessoas acabam falando de seus problemas. Mas é só no Sacramento que se pode ouvir a sentença da misericórdia: "Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Celebrar a misericórdia no Sacramento!

Abrindo os braços para a sociedade, muitas vezes nos assusta a impressão de que quase sai sangue dos noticiários, tal a preferência pelo mal a ser apregoado, cabe aos cristãos nadar contra a correnteza, fazendo propaganda do bem! Há alguns meios de comunicação que começam a desenvolver uma agenda positiva, comprometendo-se a fazer com que o bem faça notícia. A melhor forma de vencer o mal é justamente valorizar o bem existente em nossos ambientes. Do fundo do mar em que o homem bíblico via uma imagem do mal, emerge como ponta de um iceberg a força da marca criadora de Deus, que fez a todos para a realização e a felicidade. O bem é maior do que o mal!

Muitos terão condições de intervir nas estruturas da sociedade, para mediar os conflitos entre pessoas e grupos, exercendo um papel de inestimável valor. É o perdão em processo! E ainda, a Igreja Católica presta serviços de alcance internacional, através da Diplomacia Vaticana, considerada a mais competente, facilitando o diálogo entre os povos, tecendo os fios da reconciliação e da fraternidade universal. Entre pessoas e povos, perdoar sempre!

O Padre responde - Mons. Raimundo Possidônio: O Serviço Diaconal

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 02 a 08 de setembro de 2011


Alberto Danin: Sou ouvinte da Rádio e TV Nazaré constantemente, mas tem um assunto que está me intrigando. Diácono pode realmente celebrar casamento?

Caro Sr. Danin: O diaconado/diaconato é um grau do Sacramento da Ordem (além do Bispo e do Presbítero). Existe desde a Igreja Primitiva. Atos dos Apóstolos (6,1-6) descreve como surgiram os diáconos na Igreja. Filipenses 1,1: os diáconos são apresentados unidos ao ministério do Bispo. 1Timóteo 3,8-13: as exigências para o diaconado, são basicamente duas: a direção da comunidade e a prática da caridade. A palavra diácono significa servidor-serviço: foi para isso que foi criado na comunidade, é a sua missão primeira (Mt 20,28) configurados a Cristo-Servo.

O concílio Vaticano II, através documento "Lumen gentium", número 29, determina as funções dos diáconos (isso está também no Código de Direito Canônico ): "Fortalecidos com a graça sacramental, servem ao Povo de Deus na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade em comunhão com o Bispo e seu presbitério. ... deve administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja (por delegação), levar o Viático aos moribundos, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administtrar os sacramentos, oficiar exéquias e enterros. Quando preside a Celebração da Palavra pode pregar (homilia)".

Há dois modos de ser diácono: o diácono que pode ser ordenado presbítero (chamado de transitório) e o diácono permanente - diácono para o resto da vida: homens casados que são indicados pelos padres da Arquidiocese e que gozam de boa reputação e preenchem os requisitos exigidos pela Igreja. Temos uma escola diaconal chamada Santo Efrém, em que o candidato se prepara por três anos para receber o sacramento. É um curso de Teologia que funciona no Centro de Cultura e Formação Cristã.

Sendo o diaconato permanente uma vocação, cremos ser importante destacar o valor do mesmo para nossa Igreja, pelo que eles fazem e pelo que eles são, pelo belo testemunho de vida deles e de suas famílias - esposa, filhos, parentes - que os apoiam em sua missão e pelo desapego, disponibilidade e serviço. Devemos ser gratos aos diáconos por tudo que eles realizam entre nós.

"Sem diaconato permanente falta uma parte essencial do corpo da Igreja" Foi o que disse o arcebispo de Maringá (PR) e presidente da Comissão de Atualização das Diretrizes do Diaconato Permanente, dom Anuar Battisti, durante a Assembleia Geral da CNBB, em maio passado.

Há também em estudo por parte dos Bispos um texto das Novas Diretrizes para o Diaconato Permanente, documento nº74 da CNBB. O documento está em processo de atualização desde agosto de 2010.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Ele está no meio de nós

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 02 a 08 de setembro de 2011.


A vida dos cristãos está sujeita às mesmas limitações existentes nas outras pessoas, tanto que a história da humanidade os mostra participantes e responsáveis por muitos conflitos e crises. Se nos falta a necessária vigilância, podemos estragar mais do que contribuir para o aperfeiçoamento das relações entre as pessoas. E aqui tocamos numa grande sede de relacionamentos autênticos que conduzam à felicidade e à paz.

A convivência humana é tecida por contrastes, conflitos de interesse, visões diferentes, gostos, opções, pelo fato de sermos diferentes os dos outros, ainda que iguais quanto à dignidade com que Deus nos criou. Desde os primórdios, a experiência do povo da Bíblia inculcou uma grande responsabilidade recíproca entre as pessoas. "Caim disse a seu irmão Abel: Vamos ao campo! Mas, quando estavam no campo, Caim atirou-se sobre seu irmão Abel e o matou. O Senhor perguntou a Caim: Onde está teu irmão Abel? Ele respondeu: Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão? 0 que fizeste?, perguntou o Senhor. Do solo está clamando por mim a voz do sangue do teu irmão" (Gn 4, 8-10)!

No livro do profeta Ezequiel (Ez 33, 7-9), nós somos considerados responsáveis pelos outros! "Quanto a ti, filho do homem, eu te coloquei como sentinela para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os advertirás de minha parte. Se eu disser ao ímpio que ele deve morrer, e não lhe falares advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio morrerá por própria culpa, mas eu te pedirei contas do seu sangue. Mas se tiveres advertido o ímpio a respeito de sua conduta para que a mude, e ele não a mudar, o ímpio morrerá por própria culpa, mas tu salvarás a vida".

Nas relações entre povos, a solução de conflitos muitas vezes pede a presença de um "mediador", pessoa ou organização capaz de ouvir as partes envolvidas com a necessária isenção, administrar as concessões recíprocas, estimular os passos de aproximação a serem dados e selar os pactos. Quando falta esta figura, as diferenças se radicalizam e as feridas permanecem abertas. Basta olhar ao nosso redor para ver quanto aumentam os conflitos entre pessoas, grupos, classes sociais e nações porque falta uma presença isenta que estabeleça os laços. E nós temos à disposição aquele que é caminho, verdade e vida, presença que restaura as relações e quer estar permanentemente entre nós!

O Evangelho de São Mateus, no discurso de Jesus sobre a vida em Comunidade (Cf. Mt 18, 1-34), estabelece algumas características do relacionamento entre os cristãos: o valor das crianças e dos pequeninos, o cuidado para não escandalizá-los, a correção fraterna e a oração em comum. É como um manual de "boas maneiras", mas com um segredo especial. Trata-se da presença de Jesus em nosso meio. Quantas vezes repetimos "Ele está no meio de nós!"! Não se trata de uma frase de efeito, mas de uma das presenças verdadeiras do único mediador (1 Tm 2,5). Aquele que está presente no íntimo de cada um de nós, presente em sua Palavra, no irmão que passa ao nosso lado, na Eucaristia e nos pastores da Igreja está realmente entre aqueles que se reúnem em seu nome! Só que esta presença depende do acordo entre as pessoas. Jesus quis depender de nossa capacidade de amar-nos reciprocamente. Condescendência de amor, responsabilidade imensa!

Para tê-lo assim presente entre nós e experimentar os frutos de tão boa companhia, é necessário colocar-se de acordo (Mt 18, 19), superando a desconfiança, estar prontos a dar a vida uns pelos outros (Jo 13, 34-35; 15, 12-17), escolhê-lo como o grande motivo para estar juntos. No trato com as outras pessoas, saber decidir-se por aquilo que não passa: "Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor que deveis uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre plenamente a Lei" (Rm 13, 8).

O resultado se faz sentir, pois a presença verdadeira de Jesus ilumina as decisões, equilibra as paixões, conduz ao perdão e à reconciliação e cria o clima necessário para a oração. O "acordo" entre as pessoas chegará ao Pai, pois não lhe interessa em primeiro lugar o resultado de eventuais discussões ou impasses, mas a caridade, que faz o Céu vir à terra e a terra subir ao Céu. Vale para as pessoas, vale para os grupos, vale para as nações. Difícil? Desafiador? Está em nossas mãos! "Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 35).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vaticano: Homilia do Papa Bento XVI no encerramento da JMJ/2011 (Madrid)

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 26 de agosto a 01 de setembro de 2011

Papa aconselha jovens a não cairem nas tentações, através da busca por reconhecer a figura de Jesus Cristo no cotidiano





Queridos jovens,

Com a celebração da Eucaristia, chegamos ao momento culminante desta Jornada Mundial da Juventude. Ao ver-vos aqui, vindos em grande número de todas as partes, o meu coração enche-se de alegria, pensando no afeto especial com que Jesus vos olha. Sim, o Senhor vos quer bem e vos chama seus amigos (cf. Jo 15, 15). Ele vem ter convosco e deseja acompanhar-vos no vosso caminho, para vos abrir as portas duma vida plena e tornar-vos participantes da sua relação íntima com o Pai.

No Evangelho que ouvimos (cf. Mt 16, 13-20), vemos representadas, de certo modo, duas formas diferentes de conhecer Cristo. O primeiro consistiria num conhecimento externo, caracterizado pela opinião corrente. À pergunta de Jesus: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?», os discípulos respondem: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas». Isto é, considera-se Cristo como mais um personagem religioso junto aos que já são conhecidos. Depois, dirigindo-se pessoalmente aos discípulos, Jesus pergunta-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro responde formulando a primeira confissão de fé: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». A fé vai mais longe que os simples dados empíricos ou históricos, e é capaz de apreender o mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade.

A fé, porém, não é fruto do esforço do homem, da sua razão, mas é um dom de Deus. Tem a sua origem na iniciativa de Deus, que nos desvenda a sua intimidade e nos convida a participar da sua própria vida divina. A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de Si mesmo. Deste modo, a pergunta de Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?», no fundo está impelindo os discípulos a tomarem uma decisão pessoal em relação a Ele.

E, dado que supõe seguir o Mestre, a fé tem que se consolidar e crescer, tornar-se mais profunda e madura, à medida que se intensifica e fortalece a relação com Jesus, a intimidade com Ele. Também Pedro e os outros apóstolos tiveram que avançar por este caminho, até que o encontro com o Senhor ressuscitado lhes abriu os olhos para uma fé plena.

Queridos jovens, Cristo hoje também se dirige a vós com a mesma pergunta que fez aos apóstolos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Respondei-Lhe com generosidade e coragem, como corresponde a um coração jovem como o vosso. Dizei-Lhe: Jesus, eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste a tua vida por mim. Quero seguir-Te fielmente e deixar-me guiar pela tua palavra. Tu conheces-me e amas-me. Eu confio em Ti e coloco nas tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustente, a alegria que nunca me abandona.

A Igreja não é uma simples instituição humana, como outra qualquer, mas está intimamente unida a Deus. O próprio Cristo Se refere a ela como a «sua» Igreja. Não se pode separar Cristo da Igreja, tal como não se pode separar a cabeça do corpo (cf. 1 Cor 12, 12). Queridos jovens, permiti que, como Sucessor de Pedro, vos convide a fortalecer esta fé que nos tem sido transmitida desde os apóstolos, a colocar Cristo, Filho de Deus, no centro da vossa vida. Mas permiti também que vos recorde que seguir Jesus na fé é caminhar com Ele na comunhão da Igreja. Não se pode, sozinho, seguir Jesus. Quem cede à tentação de seguir «por conta sua» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d'Ele.

Ter fé é apoiar-se na fé dos teus irmãos, e fazer com que a tua fé sirva também de apoio para a fé de outros. Peço-vos, queridos amigos, que ameis a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajudou a conhecer melhor Cristo, que vos fez descobrir a beleza do Seu amor. Para o crescimento da vossa amizade com Cristo é fundamental reconhecer a importância da vossa feliz inserção nas paróquias, comunidades e movimentos, bem como a participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção frequente do sacramento do perdão e o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus.

E, desta amizade com Jesus, nascerá também o impulso que leva a dar testemunho da fé nos mais diversos ambientes, incluindo nos lugares onde prevalece a rejeição ou a indiferença. É impossível encontrar Cristo, e não O dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus. Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15). Incumbe sobre vós também a tarefa extraordinária de ser discípulos e missionários de Cristo noutras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores e, vislumbrando em seus corações a possibilidade de valores mais autênticos, não se deixam seduzir pelas falsas promessas dum estilo de vida sem Deus.

Queridos jovens, rezo por vós com todo o afeto do meu coração. Encomendo-vos à Virgem Maria, para que Ela sempre vos acompanhe com a sua intercessão materna e vos ensine e fidelidade à Palavra de Deus. Peço-vos também que rezeis pelo Papa, para que, como Sucessor de Pedro, possa continuar confirmando na fé os seus irmãos. Que todos na Igreja, pastores e fiéis, nos aproximemos de dia para dia sempre mais do Senhor, para crescermos em santidade de vida e darmos assim um testemunho eficaz de que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus, o Salvador de todos os homens e a fonte viva da sua esperança. Amém.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Vida Cristã e Vocação

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 26 de agosto a 01 de setembro de 2011


Buscamos juntos os caminhos para a presença cristã num mundo pluralista, desafiador e ao mesmo tempo maravilhoso, até porque não o recebemos pronto. Faz parte do amor eterno com que Deus nos criou que cada geração assuma de novo a tarefa de "dominar a terra" (Cf. Gn 1, 26-31). Nossos antepassados deram conta de suas responsabilidades e somos gratos pela contribuição que ofereceram, mas o tempo que temos é o de hoje e nós somos "a bola da vez".

O Senhor provoca cada pessoa a um compromisso com a edificação do mundo, tecendo a teia de relacionamentos com a natureza, o próximo e com o próprio Deus. Todos nós recebemos uma bateria de dons e capacidades que nos dão condições para marcar com nosso selo pessoal a realidade em que vivemos. Identificar os dons pessoais, acolhê-los e fazê-los frutificar! Este é o primeiro passo.

O Papa Bento XVI afirmou há poucos dias em Madrid que o seguimento de Jesus Cristo se faz em Comunidade de Igreja. Pois bem, as pessoas com as quais vivemos são instrumentos de Deus para que nossos dons se revelem. Quem já sentiu um apelo vindo de sua comunidade, chamando a servir e a promover o bem comum deve ter percebido que esta é uma das fontes mais significativas de realização humana. Tarefas assumidas a partir das necessidades de uma comunidade concreta despertam capacidades impensadas anteriormente. Aprende-se a fazer por causa do chamado de Deus feito pelas pessoas. E muitos descobriram assim seu modo de fazer o bem, especialmente pelos mais pobres. Olhar ao nosso redor e escutar os clamores das pessoas e não fugir da raia, pois há um lugar para cada um de nós.

Há outro e não menos importante espaço para identificar o bem que se pode fazer. É lá dentro de nosso coração, quando entramos em nosso "quarto" interior que Deus fala. Há um trato de "tu a tu", com o qual Deus olha em nossos olhos e chama. Estranha-me saber que muitos nunca chegaram a entrar nesse quarto interior. Todas as pessoas humanas foram criadas para a intimidade com Deus, sem exceção. Não existe uma categoria inferior de cristãos, à qual não se desse as pérolas do Evangelho.

Dons que o Senhor confiou, apelos das pessoas, inspiração interior. São as fontes para todos os cristãos, independente de idade ou estado de vida haurirem a sabedoria necessária para viverem sua vocação. Sim, existe um olhar especial de Deus para cada pessoa, expressão de seu amor. Se cada cristão se descobrir missionário, teremos uma imensa multidão de homens e mulheres presentes na sociedade e no mundo, conduzidos todos pelo Espírito Santo, transformando nossa realidade, fermentando-a com os valores do Evangelho. Neste final de semana, intensamente vocacional em nossa Igreja de Belém, com a Feira Vocacional e o Show Vocacional, o Senhor nos conceda a resposta generosa de muitas pessoas a trabalharem pelo Evangelho e pela Igreja.

No domingo passado, em Madrid, a Jornada Mundial da Juventude se transformou num grande chamado vocacional. Os jovens ali presentes, de cento e noventa e quatro países, receberam a cruz e o mandato missionário, acolhendo o convite do sucessor de Pedro. Era maravilhoso ver as ruas da capital espanhola, num país de forte tradição católica, quase envergonhado nos últimos tempos de suas raízes cristãs, regado pelo sorriso, a disponibilidade e a coragem da juventude.

Os jovens deram um verdadeiro banho de vida espiritual que se estendeu aos confins da terra. Na Vigília vivida com o Papa, depois de uma tempestade que assustou a todos, era positivamente chocante ver um mar de silêncio que se estendia quando o Santíssimo Sacramento foi exposto. Ninguém precisou dizer àquela juventude maravilhosa para se calar. O rumor das aclamações transformou-se em adoração! Sim, a segurança que encontramos para confiar no futuro está no alto, no céu que se faz presente no Altar. Para lá nossos jovens querem olhar e de Jesus nascerão novos apóstolos para novos tempos. A luz de faz presente!

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 19 a 25 de agosto de 2011


Um milhão e meio de jovens reunidos em Madri, na Espanha, em torno de um homem de oitenta e quatro anos, Bento XVI, sucessor de São Pedro, junto com cerca de oitocentos bispos, vindos de todo o planeta para a vigésima sexta Jornada Mundial da Juventude, ideia nascida do coração apostólico do Beato João Paulo II, que até hoje atrai pessoas de todas as idades.

A Igreja não tem idade! Ela é casa aberta para todas as nações e gerações, mãe que acolhe em seu regaço as diversas situações humanas. Ela será sempre jovem, renovada e embelezada pelo seu esposo que é o Cristo. Velhice é o pecado, não o abençoado acúmulo de anos e de experiência. Olhando para esta multidão de jovens que acorreram a Madri, pensei nos resultados das anteriores Jornadas Mundiais da Juventude. Nossa geração ficou marcada por este compromisso periódico, agenda da Igreja para os jovens cristãos do mundo inteiro. Quantas vocações ao matrimônio, o sacerdócio ou a vida religiosa nasceram delas! Como a Igreja tem mostrado seu rosto jovem para o mundo, pois continua e será sempre atual o chamado de Jesus Cristo a uma vida santa, na medida do Evangelho!

O lema da Jornada, cujo conteúdo foi desenvolvido em sua preparação e nas catequeses feitas por nós Bispos em Madri, veio do texto de São Paulo aos Colossenses: "Continuai enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Cf. Cl 2, 7). A carta da qual é tirado este convite, foi escrita para responder a uma necessidade precisa dos cristãos de Colossos. Com efeito, aquela comunidade estava ameaçada pela influência de tendências culturais que afastavam os fiéis do Evangelho. O nosso contexto cultural tem muitas analogias com o tempo dos Colossenses. Há uma forte corrente de pensamento laicista que pretende marginalizar Deus da vida das pessoas e da sociedade, perspectivando e tentando criar um "paraíso" sem Ele. Mas a experiência ensina que o mundo sem Deus se torna um "inferno": prevalecem os egoísmos, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e entre os povos, a falta de amor, de alegria e de esperança. Ao contrário, onde as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, o adoram na verdade e ouvem a sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, na qual todos são respeitados na sua dignidade, cresce a comunhão, com os frutos que ela dá (Cf. Mensagem do Papa Bento XVI para a XXVI Jornada Mundial da Juventude, 2-5).

Bento XVI trabalhou sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude em torno de três imagens: "enraizado" recorda a árvore e as raízes que a alimentam; "fundado" refere-se à construção de uma casa; "firme" evoca o crescimento da força física e moral. No texto original as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isto significa que é o próprio Cristo quem toma a iniciativa de radicar, fundar e tornar firmes os que acreditam. No encontro com Cristo, a juventude do mundo, enraizada nele e nele alicerçada, encontra forças para permanecer firme na fé.

A experiência da Jornada nos remete à jovem de Nazaré, Maria, cuja Assunção do Céu nós celebramos. Ela foi saudada pelo anjo com uma expressão inusitada na Escritura: "Ave, cheia de graça" (Lc 1, 28). É a inimizade com o pecado, sonhada e prometida no Livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela" (Gn 3, 15). A uma apenas adolescente, Deus pediu uma resposta de gente grande: "Eis a escrava do Senhor, fala-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38). Ela foi elevada ao Céu em corpo e alma, sem sofrer a corrupção do sepulcro após a morte. Nela já se realizou a promessa contida na palavra do Apóstolo: "Quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade e este ser mortal estiver vestido de imortalidade, então estará cumprida a palavra da Escritura: a morte foi tragada pela vitória" (1 Cor 15, 54).

A juventude perene da Igreja tem um novo compromisso marcado no Brasil com o mundo inteiro, de vinte e três a vinte e oito de julho de dois mil e treze, no Rio de Janeiro, com o Papa, os Bispos e os jovens, na vigésima sétima Jornada Mundial da Juventude. A Virgem Imaculada e Assunta ao Céu, Nossa Senhora de Nazaré, nos ajude com seu exemplo e oração, para estarmos preparados!

O Padre responde - Mons. Raimundo Possidônio: A importante Celebração Dominical

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 12 a 18 de agosto de 2011


Monsenhor Raimundo Possidônio, eu gostaria de saber por que é pecado faltar à missa aos domingos, e que tipo de pecado? Estou com dúvida em relação a isso. Atenciosamente. Edilza Vilhena. Paz em Cristo!

Prezada Edilza: antes de falar de pecado e que tipo de pecado, creio ser necessário expor aqui a importância da celebração eucarística dominical. A Igreja tem o domingo como o dia de preceito por execelência porque Jesus ressucitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Mc 16,2). Nisto, o domingo se distingue do sábado judeu - que significa o fim da primeira criação - porque a ressurreição de Jesus plenifica todo mistério da redenção operada por ele - início da nova criação, fundação do novo povo de Deus. O Mistério pascal por conseguinte é o coração da vida da Igreja. Diz o Catecismo que a participação na celebração comunitária da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e de fidelidade a Cristo e à sua Igreja. A Eucaristia é a base e o fundamento - sacramento - da comunhão eclesial, isto é, o dia do Senhor é também o dia da Igreja pois aí se assentam as bases de sua unidade.

Daí a importância de "viver segundo o domingo" (Santo Inácio de Antioquia in Bento XVI, Sacramentum Caritatis). Por tudo isso, Edilza, é que a fé corre riscos incomensurávies quando não temos consciência da importância e do valor do domingo. Constitui pecado grave faltar à missa dominical, porque expressa falta de unidade e de comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs de fé. Se nós católicos tivermos consciência de nossa fé e de nossa participação na vida da Igreja jamais, jamais faltaremos à missa no dia do Senhor. Nestes últimos anos, além das orientações normativas e doutrinárias do Código de Direito Canônico e do Catecismo da Igreja, nossos queridos papas publicaram alguns documentos da mais alta importância para entendermos o valor da Eucaristia e do domingo na vida do cristão. Recomendo a leitura da Carta Enciclica Ecclesia de Eucharistia e a Carta Apostólica Dies Domini de João Paulo II e a Exostação apostólica Sacramentum Caritatis de Bento XVI. E para não esquecer, há outros dias festivos que são também dias de preceito como o domingo, ou seja, temos o dever de participar da Santa Missa: o dia de Natal, da Epifania, da Ascensão, Corpus Christi, o dia de Santa Maria, Mãe de Deus, da sua Imaculada Conceição e Assunção, o dia de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e o dia de Todos os Santos. Alguns desses dias, por não serem feriados, a Igreja no Brasil remete para o domingo seguinte a sua celebração para que seja obedecida essa orientação.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Dons de Deus

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 12 a 18 de agosto de 2011


"Quem herda, não rouba". Foram inúmeras as vezes em que ouvi de meu pai esta frase, referindo-se às marcas que se transmitem de geração a geração. Se somos únicos quanto à dignidade pessoal, dom irrevogável de Deus (Cf. Rm 11,29), o Senhor nos concedeu uma série de valores, transmitidos de geração em geração, a serem ciosamente guardados, conservados e passados adiante com fidelidade. No varejo dos contatos com as pessoas, tenho aprendido a respigar lições do cotidiano. Não dá para viver distraído, e aproveito o dia dos pais para comunicar algumas delas. "Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio" (Mt 15, 21-28) é o grito de uma mãe dirigido a Jesus. "Minha filhinha está nas últimas" (Mc 5, 23), diz ao Senhor um dos chefes de sinagoga, chamado Jairo. Meu filho, minha filha! Nesta relação se encontra a comunicação positiva de uma imagem, a da paternidade e da maternidade. Ao cumprimentar nestes dias um casal amigo que faz festa pelo casamento da filha, faz-se presente em minhas orações o pedido de que o santo orgulho dos pais seja conservado em nossas famílias. Muitos casais possam ostentar, sim, com imensa alegria, um verdadeiro troféu que simboliza o amor vivido, a graça de passar adiante a vida recebida.

Outro casal esperava o filho que estuda fora e conversávamos no Aeroporto. Orgulhosamente, ao apresentar-me o rebento, o pai dizia que já começam a referir-se a ele como "o pai" daquele filho médico. E não se sentia diminuído. Sua felicidade é ser pai, e o filho fica maior! E ninguém fica complexado ao mudar de status! É porque pai que se preze quer ver o filho crescer! Já se superou o conflito e a competição tantas vezes presente quando os filhos são adolescentes. De fato, os pais se perpetuam no crescimento dos filhos, que são diferentes, mas não deixam de serem filhos.Aproximam-se de mim um homem e uma mulher, ao final da Missa, numa de nossas Paróquias. Repete-se um pedido que se faz, graças a Deus, muito frequente, de que toque e abençoe a linda e imensa barriga da mulher que estava para dar à luz nos dias seguintes. Não posso me omitir e faço festa pela vida! Sejam muitas as mulheres grávidas a pedirem à Igreja a bênção antes do parto! Muitas vidas sejam preparadas, ainda no ventre materno, para o banho batismal, como expressa o rito desta bênção. Multipliquem-se o rumor, o sorriso e o choro das crianças em nossas igrejas! Vejam-se mulheres amamentando, homens quais marinheiros de primeira viagem, desajeitados com crianças no colo ou aprendendo a trocar fraldas. O espetáculo da paternidade e da maternidade continue a ser dado a público.

Um jovem casal, cujo matrimônio tive a alegria de abençoar, passou por momentos difíceis, pois os médicos previam dificuldades quanto à saúde da criança. Antes de vir à luz a desejada criança, vi os dois se desdobrando em atenções e cuidados. Houve apreensão, medo do futuro, alegria por ver que tudo agora está bem, enquanto aguardam o iminente nascimento da criança. O amor dos dois os faz prontos para enfrentar dificuldades. No correr da vida, serão muitas as surpresas, tantas as noites em claro, muito maiores as alegrias! Aprendizado inigualável, sinfonia executada pelos vários artistas da existência, na mais bonita das escolas, a do lar!

Faço propaganda do casamento! O matrimônio é um sacramento, canal que simboliza e comunica a graça de Deus para duas pessoas chamadas, por vocação, a oferecerem a Deus a capacidade de se amarem mutuamente como matéria a ser transformada em sinal do amor de Cristo e da Igreja. Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (Cf. Ef 5, 21-33), escolhendo a união exclusiva, fecunda e fiel de um homem e de uma mulher como sinal de tal amor. Não se trata de "morar juntos", mas de transformar a vida dos dois que se casam, de forma a poder dizer ao mundo: "vejam aqui a presença de Deus". A vida digna será sempre cultivada na família. Sonhamos juntos, Igreja e Casais, com a família segundo o plano de Deus. Nossa geração seja digna a ponto de não desperdiçar seus valores, mas, antes, transmiti-los aos que vierem depois de nós. É assim que queremos viver a Semana Nacional da Família, que se celebra a partir do dia dos pais. E a todos os que receberam a graça da paternidade, o abraço e a bênção!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Padre responde - Mons. Raimundo Possidônio: Felicidade eterna é uma escolha

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 05 a 11 de agosto de 2011.


Boa noite, Monsenhor Raimundo Possidonio.Tanto a Bíblia quanto o nosso catecismo afirmam que após a morte, segue-se o juízo. Sendo assim, se a alma ja foi julgada por Jesus, podendo ir para o céu, inferno ou purgatório, como entender a eficácia das Santas Missas, terços, sufrágios, etc, em favor das almas, boas ou más, se elas já foram julgadas? O tempo da salvaçao é nesta vida apenas? Por favor, esclareça-me. Paz e bem!

Francisco, você tem razão em tudo o que você diz, mas tudo isso tem uma explicação, embora não seja tão simples tratar disso num espaço breve. Toda pessoa, logo depois da morte, será julgada por Deus, em um juízo particular, cuja sentença é irrevogável. Em Hb 9,27 está dito: "Está determinado que os homens morram uma só vez e que à morte se siga o juízo". Daí, segue-se o paraíso, ou vida eterna, no qual os justos participam eternamemnte da bem-avenurança eterna. Jo 17,3: "A vida eterna consiste nisso: que te conheçam, ó verdadeiro Deus e ao teu enviado, Jesus, o Messias". Ou o inferno: um estado de pena em que os maus - os que cometeram pecado mortal e morreram sem contrição - longe de Deus, recebem sua sanção eterna. Porém, cremos que existe o purgatório, isto é, um estado de purificação moral, em que as almas não ainda completamente puras são purificadas mediante penas,tornando-se dignas do céu. Em 2Macabeus 12, 43-44 e 46 encontramos a possibilidade de oferecer sufrágios para que as almas sejam libertadas de seus pecados como uma intercessão. Existe, portanto, uma razão teológica para acreditar que nada de impuro pode entrar no paraíso, por outro lado, não é conforme à justiça e à santidade de Deus, punir culpas leves com as penas eternas do inferno. Por isso admite-se um estado intermediário em que se realiza a purificação, preparando a caminhada para o céu. Isto nos impele a rezar pela salvação dos que aguardam esse momento. Os sufrágios tem esses fins: a purificação da culpa e da pena, a "pronta ressurreição" e a proteção contra Satã e os demônios.

O que devemos acreditar firmemente é que a partir para muitos de nossos irmãos e irmãs e quem sabe até mesmo para nós futuramente, brilhe o sol da bondade e da misericórdia de Deus acima de tudo.

Tudo isso, Francisco, nos leva a uma consciência cada vez maior de colocar nossa vida de acordo com a vontade de Deus. Isso significa dizer que somos os agentes de nosso destino com o auxílio da graça divina ou longe dela. Nossa felicidade ou infelicidade eterna dependem de nossas escolhas antes de partir. O céu e o inferno são conquistas nossas. Deus nos oferece a vida eterna e a felicidade eterna junto dele. Depende de nós. De nossas buscas, nossas escolhas, nossa vontade. Somente uma vida voltada para o bem, para o amor, para a justiça com o auxílio da graça e do espírito de Deus é que poderemos suplantar todas as vicissitudes e alcançar a graça e a bem-aventurança definitivas.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Medo de Deus?

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 05 a 11 de agosto de 2011


"Pai, chegou a hora. Glorifica teu filho, para que Teu Filho te glorifique, assim como deste a ele poder sobre todos, a fim de que dê vida eterna a todos os que lhe deste. Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviaste" (jo 17, 1-3).

"Qual é o teu nome? - Moisés! O que pedes à igreja de Deus? - a fé! E esta fé, o que te dará? - A vida eterna!" Assim começou a celebração eucarística em que um jovem estudante de vinte e um anos recebeu o batismo, a crisma e a primeira eucaristia. São os sacramentos da iniciação cristã. Na mesma ocasião, seu irmão Henrique foi crismado. A assembleia litúrgica era composta de adultos, jovens e uma centena de crianças, que participavam do festival das crianças promovido pela comunidade sementes do verbo em Icoaraci, nesta nossa arquidiocese de Belém. O sorriso e a firmeza com que ouvi essas respostas iniciais do rito que presidi com alegria me fizeram refletir sobre o nosso contato e o nosso trato com Deus.

O candidato à iniciação cristã ouviu a palavra de Deus e, antes do batismo, renunciou ao pecado, à divisão e ao demônio. Mergulhado na piscina batismal, dali saiu homem novo, foi ungido com o dom do Espírito Santo e admitido pela primeira vez à ceia eucarística. O sorriso continuava resplandecente, como, aliás, posso testemunhar nas muitas semelhantes celebrações a que presidi. Não havia tristeza, constrangimento, receio ou medo de Deus.

Quem pede o batismo não o faz para que alguém controle a sua vida, cerceando seus impulsos em busca de liberdade. Não, querer ser e viver como cristão eleva a alma humana, faz ser melhor e ser mais livres! Não somos, diante de pessoas que tenham outras convicções, homens e mulheres complexados, como se o pensar e o viver mundano fossem melhores. Não há nada mais digno na existência do que fazer a oblação livre da própria liberdade diante de Deus. Vale recordar a palavra de Jesus: "se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (jo 8, 31-32).

A escritura reflete o aprendizado de muitas gerações no contato com Deus, superando o medo diante da presença sagrada, que atrai e provoca muitas vezes estupor. Moisés na montanha sagrada iniciou seu caminho de intimidade com Deus. Mas começou tirando as sandálias numa terra santa, deu desculpas quando chamado à missão, enfrentou e superou as próprias inseguranças. Foi testemunha de grandes sinais e prodígios. No final, ficou o relacionamento pessoal: "o Senhor falava com Moisés face a face, como alguém que fala com seu amigo" (ex 33,11). À morte, registra o livro do Deuteronômio: "nunca mais surgiu em Israel profeta semelhante a Moisés, com quem o senhor tratasse face a face, nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor o mandou fazer no Egito, contra o faraó, seus servidores e o país inteiro, nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo o Israel" (dt 34, 10-12).

Elias, cujo ministério representa todo o profetismo do antigo testamento, também passou pelo aprendizado do contato com Deus. Vento impetuoso, terremoto, fogo, brisa suave. É diante da brisa leve que ele cobre o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta (cf. i rs 19,9.11-13). Deus não é encontrado na agitação interior ou exterior, mas quer ouvir e ser ouvido!

Os discípulos de Jesus (mt 14, 22-33) escutaram do Senhor palavras consoladoras: "Coragem! Sou eu! Não tenhas medo!" e Pedro, tão parecido conosco, é chamado fraco na fé para se tornar rocha! Aprendeu a viver e deu sua vida por Jesus.

Nossa história é parecida com as aventuras dos heróis da fé. Não nascemos heróis, mas podemos, com a graça de Deus, vencer as sombras interiores que nos apavoram. Não custa acender a luz! E a palavra de Deus é luz para o nosso caminho! E muitas pessoas, ao nosso redor, estão suplicando que sejamos, iluminados por aquele que é luz do mundo, quais luzeiros que transformam em dia claro as sendas que percorrem.

O Padre responde - Mons. Raimundo Possidônio: Música de acordo com a Liturgia

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 29 de julho a 04 de agosto de 2011


Monsenhor, particularmente, eu me incomodo com essas novas modalidades de músicas ditas "católicas", com bandas de rock e forró, por exemplo, que cantam "em nome do Senhor". Mas eu percebi que meus netos gostam de ouvi-las, mesmo sem participarem muito da Igreja. Ainda sou do tempo que ouvíamos Padre Zezinho, com sua voz melodiosa e letras cheias de evangelização e lirismo, não essa gritaria e sons estridentes de guitarras elétricas nas músicas de louvor de hoje em dia. Aliás, isso é louvor? Devo mudar minha visão sobre o gosto musical católico dos meus netos? (Antonio Nazareno, Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Cidade Velha)

Antonio, para responder à sua pergunta precisaríamos de um espaço maior (um artigo, talvez, um curso quem sabe!), mas me atenho a dizer apenas o seguinte: devemos distinguir os "tipos" de música/canto que usamos na Igreja. Há cantos litúrgicos que utilizamos nas missas e, para que sejam cantados nas Igrejas, têm que obedecer a certas regras. Temos os cantos religiosos que são cantos que as pessoas elaboram sem o rigor necessário, às vezes são cantos devocionais - ligados a um santo ou santa, a Nossa Senhora, a uma situação da vida ou a uma festa patronal - ou surgem de uma inspiração de um poeta ou cantor... Há os cantos de animação ou populares que se usam em encontros, santas missões, festivais, retiros... Falando assim parece difícil distinguir uns dos outros. Infelizmente nem todos que cantam/tocam têm formação litúrgica e, às vezes, não aceitam orientações de quem sabe. Pensam que podem cantar qualquer canto em qualquer hora e em qualquer lugar. Basta que numa frase haja a palavra oferenda, ofertas... para se tornar canto das oferendas... Basta que haja uma palavra referente à eucaristia... vira canto de comunhão. Mas, o conteúdo não condiz com o momento celebrativo de acordo com os princípios litúrgicos. Além do mais, quando se prepara uma celebração litúrgica, qualquer que seja, o padre, a equipe de liturgia, os músicos deveriam se encontrar e preparar o ritual, para haver uma sintonia, uma integração plena e total do rito. Caso isso não aconteça, cada um faz o que bem entende, canta o que bem entende, diz o que bem quer e a Missa perde o seu encanto, perde muito da sua finalidade.

Um comentário final: a Igreja na vivência da diversidade - um dom divino - tem lugar nessa questão dos cantos para diversos tipos musicais. Há músicas belíssimas que têm um conteúdo muito significativo, como há músicas que só refletem o gosto de quem canta ou criou a música, como há músicas de conteúdo e ritmo muito duvidoso. É necessário discernimento para evitar que muitas dessas músicas entrem na liturgia eucarística porque a pessoa gosta ou porque gera um sentimento momentâneo de prazer, de exaltação ou mesmo de louvor e a gente ache isso normal. É diferente de um encontro, um seminário, um retiro, um festival... A CNBB tem um setor que tem tratado essa questão com muito equilíbrio e profundidade. Seria bom consultar para aprender. Há cursos de formação litúrgica - inclusive para quem canta/toca - promovido pelo setor litúrgico da Arquidiocese. Portanto, oportunidades não faltam para aprofundar e atualizar a formação litúrgica e realizar de modo correto a beleza do nosso louvor a Deus.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Gratuidade

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 29 de julho a 04 de agosto de 2011


Muitas pessoas retornam de férias neste final de semana. Muita gente deixou de olhar para o relógio, tantos passearam ou passaram longas horas de descanso olhando para o mar ou nossos rios. As praias encheram de encanto nossos olhos. Água, sol, mar, esporte e lazer. As experiências mais agradáveis foram aquelas que não custaram dinheiro, como o gostinho de "jogar conversa fora", ou a alegria de conhecer gente nova, de graça! Não foram poucas as descobertas, feitas de olhares luminosos, onde homens e mulheres, de um modo sadio, entenderam que pode brotar um bonito sentimento de amor mútuo. Quantas famílias nasceram de passeios de férias!

Entretanto, pode acontecer que muitos não voltem às suas lides com tanta tranquilidade. Se as férias foram feitas de vícios - e quanto custam! - ou de abusos desenfreados, não virá à tona o sorriso generoso de algumas crianças que me cumprimentaram recentemente, voltando de uma viagem feita com os pais. Abraços e histórias se misturavam, a ponto de uma pessoa estrangeira que nos visitava ficar edificada com a liberdade da meninada com o arcebispo de Belém. A bonita algazarra ficou gravada em minha memória. Eram sorrisos felizes e gratuitos!

Quando os Apóstolos se viram em apuros frente à multidão faminta (Cf. Mt 14, 13-21; Mt 15, 32-39; Mc 6, 33-44; Mc 8, 1-8; Lc 9, 10-17; Jo 6, 1-13), foi muito pouco o que tinham a oferecer: poucos pães e poucos peixes. O Evangelho de São João ainda diz que foi um menino a colocar à disposição uma oferta aparentemente tão insignificante. E pensar que as mulheres e crianças nem foram contadas no cálculo dos comensais! E menino dá de graça pão, peixe, sorriso, perdão e brilho nos olhos.

Foi de graça que Jesus encheu-se de compaixão da multidão, curou suas enfermidades, anunciou-lhes a boa nova. E quando a criança lhe deu de graça pães e peixes, estes se multiplicaram, quando os discípulos, atônitos, viam o milagre passar pelas próprias mãos.

É de graça que a terra oferece dadivosa e generosa o alimento aos seres humanos. O milagre continua a acontecer, uma geração após a outra. Há períodos no ano em que se multiplicam entre nós açaí, peixe, camarão, farinha! Se estamos muito acostumados a ver estas maravilhas, é bom notar que se pode explicar diretinho "como" tudo isso acontece na terra ou na água, mas quem ordena à natureza manter este ritmo com uma regularidade tão incrível? O porquê está lá no alto, generoso e gratuito.

A multiplicação extraordinária dos pães e dos peixes, realizada por Jesus, é contada nos evangelhos para ajudar-nos a operar muitas multiplicações no cotidiano. Há pouco tempo, um programa de televisão retratava o doloroso tema do desperdício. De fato, como podemos acusar Deus de não fornecer alimento para as multidões famintas, quando nossa geração joga fora comida? Pode parecer simplista, mas existe a solução: melhor distribuição, maior solidariedade e partilha! É a multiplicação acontecendo, na gratuidade que brota da conversão.

Os quatro evangelistas descrevem a multiplicação de pães, o que não acontece com todos os milagres! Deve haver um sentido para tal insistência. E tamanha é a riqueza da narrativa que foi profecia e antecipação de outra multiplicação. Até as expressões são semelhantes: tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção de ação de graças, partiu os pães e os deu aos discípulos; e os discípulos os distribuíram às multidões. A maior multiplicação acontece quando Jesus dá seu Corpo e seu Sangue na Eucaristia, de graça, para a vida do mundo. Por isso as mais antigas representações pictóricas da Eucaristia nos mostram um cesto de pães e dois peixes, como no mosaico descoberto em Tabga, na Terra Santa (foto), ou na Catacumba de Priscila, em Roma.

Como "todos comeram e ficaram saciados, e dos pedaços que sobraram recolheram ainda doze cestos cheios" (Cf. Mt, 14, 20), recebendo a Palavra, a partilha dos bens e a Eucaristia, reste-nos a responsabilidade de compartilhar com outras pessoas o que vivemos, a modo de missionários, de graça!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Festividade de São Tarcísio 2011 - Servir e dar a sua vida

Arquidiocese de Belém do Pará
Servidores do Altar




MENSAGEM PARA A FESTA

É com imensa alegria que nossa Festividade de São Tarcísio chega ao seu 5o ano consecutivo, na qual os servidores do Altar, das diversas paróquias da Arquidiocese de Belém, nos reuniremos para honrar um jovem santo, zeloso para com as coisas de Deus, cumpridor até a morte da missão que o Senhor o confiou.
São Tarcísio é um grande exemplo de devoção a Cristo Eucarístico, sendo o primeiro mártir da Santíssima Eucaristia. Sua vida foi uma eloqüente testemunha de doação ao próximo, de serviço a Liturgia e a Mãe Igreja, de fidelidade aos ensinamentos evangélicos.
O tema da Festividade deste ano, “Servir e dar a sua vida” (Mc 20,28) quer recordar a todos nós servidores do Altar, que o ministério que exercemos na Igreja deve ser realizado com dedicação total, assim como nosso Padroeiro o fez nos primórdios do Cristianismo.
Desejamos a todos os servidores do Altar de nossa Arquidiocese uma santa e abençoada Festividade 2011. Que este seja portanto, um período propício para refletirmos sobre o ministério que exercermos nos altares de nossas paróquias e comunidades.


O Conselho Arquidiocesano.



ABERTURA DA FESTA: 06 de agosto (sábado)
Espiritualidade, Adoração ao SS. Sacramento e Confraternização.

Local: Paróquia São José de Queluz (Canudos)
Hora: 08h30


INVESTIDURA DOS CERIMONIÁRIOS – EACE 2011: 07 de agosto (Domingo)

Local: Paróquia São José (Doca)
Hora: 10h


ATO DE DEVOÇÃO A SÃO TARCÍSIO - MISSA DA REGIÃO EPISCOPAL


Região Episcopal Santa Maria Goretti
Dia: 10 de agosto (quarta-feira)
Horário: 18h
Local: Paróquia Sta. Maria Goretti (Guamá)

Região Episcopal São João Batista
Dia: 10 de agosto (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Paróquia Santo Antônio de Pádua (Coqueiro)

Região Episcopal São Vicente de Paulo

Dia: 10 de agosto (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (Cid. Nova)

Região Episcopal Santa Cruz
Dia: 13 de agosto (sábado)
Hora: 8h
Local (Concentração p/ procissão): Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Pedreira)

Região Episcopal Santana

Dia: 13 de agosto (sábado)
Horário: 9h30
Local: Paróquia São José (Doca)

Região Episcopal Menino Deus
Dia: 13 de agosto (sábado)
Horário: 9h
Local: Paróquia Menino Deus (Marituba)


DIA DE SÃO TARCÍSIO: 15 de agosto (segunda-feira)

PROCISSÃO
Saída: 07h30
Local: Paróquia São Francisco de Assis (Capuchinhos)

MISSA SOLENE
Presidida por Dom Teodoro Mendes Tavares
Titular de Verbe - Bispo-Auxiliar de Belém

Hora: 10h (Após a Procissão)
Local: Basílica-Santuário de Nossa Senhora de Nazaré

Obs. Todos os coroinhas que participarem neste dia, da Procissão e da Santa Missa, deverão estar devidamente paramentados.


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CONSELHO ARQUIDIOCESANO DOS SERVIDORES DO ALTAR

Diretor Espiritual

Pe. Wiremberg da Silva

Coordenador Geral

Mário Ribeiro

Vice-coordenadora Geral
Gabriela Silva

Secretário Geral
Cassio Aráujo


Conselheiros

João Lacerda
Coord. Reg. Episc. Santana

Márcio Miranda
Coord. Reg. Episc. S. Maria Goretti

Wendel Trindade
Coord. Reg. Episc. São Vicente

Keise Pereira
Coord. Reg. Episc. Menino Deus

Carlos Veloso
Coord. Reg. Episc. Santa Cruz

Luana Santos
Coord. Reg. Episc. S. João Batista



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www.servaltar-belem.blogspot.com

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