Informações sobre a Paróquia

Arquidiocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará
Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Santuário de Fátima
CNPJ: 02.537.502/0001-81

Endereço: Rua Antonio Barreto, 2167 - Fatima
CEP: 6606-020 (Belém/PA - Brasil)
Email: santuariodefatimaf.belem@gmail.com
Telefones: (91) 3228-0864 / (91) 3226-0503

Horário de funcionamento para atendimento ao público
De Segunda a Sexta: 8h00 às 12h00 / 14h00 às 18h00
Sábado: 8h00 às 12h00

Santa Missa
Domingo: 6h45, 8h30, 17h30 e 19h30
Segunda a Sexta: 18h30
Sábado: 17h30

Pároco: Mons. Raimundo Possidônio Carrera da Mata
Vigário: Pe. Márcio José Sousa Motta

Páginas

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© BlOG OFICIAL ®

CONVITE - JANTAR

Jantar dedicado às mães
# Festividade de Fátima 2013

Data: 10 de maio - Sexta feira

Hora: A partir das 20h00

Local: Fátima Recepções & Eventos

Valor da cartela: R$ 30,00

Cardápio: Filé, Camarão ou Peru

Atração musical: Ivana e kassio


Visitantes pelo mundo

AVISOS PAROQUIAIS

TERÇO DE RUA (CONTINUAÇÃO)
Dias: 27 e 28 de abril de 2013 - Sábado/Domingo
Hora: 19h30
Locais: Setores de Missão V e VI


SANTA MISSA E RETORNO DAS IMAGENS DE N. SRA. DE FÁTIMA - PEREGRINAÇÕES NAS FAMÍLIAS
Dia: 28 de abril de 2013 - Domingo
Hora: 17h30
Local: Santuário de Fátima


CELEBRAÇÕES PENITENCIAIS
Dias: 29 e 30 de abril de 2013 - Segunda/Terça
Hora: De 18h30 às 21h30
Local: Santuário de Fátima


FESTIVIDADE DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA 2013
DE 01 A 13 DE MAIO
"No ano da Fé: Quereis oferecer-vos a Deus?"

Cerimônia de Abertura dos festejos - 01 de maio
-17h00: Hasteamento das bandeiras do Brasil, Pará e Portugal na Praça do Santuário

-17h30: Procissão de Abertura

-19h00 (Aprox.): Santa Missa Solene presidida por Dom Vicente Zico, Arcebispo Emérito de Belém/PA.






Fonte: Calendário Paroquial 2013

Liturgia Diária - Leituras Bíblicas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Vaticano: Homilia do Papa Bento XVI no encerramento da JMJ/2011 (Madrid)

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 26 de agosto a 01 de setembro de 2011

Papa aconselha jovens a não cairem nas tentações, através da busca por reconhecer a figura de Jesus Cristo no cotidiano





Queridos jovens,

Com a celebração da Eucaristia, chegamos ao momento culminante desta Jornada Mundial da Juventude. Ao ver-vos aqui, vindos em grande número de todas as partes, o meu coração enche-se de alegria, pensando no afeto especial com que Jesus vos olha. Sim, o Senhor vos quer bem e vos chama seus amigos (cf. Jo 15, 15). Ele vem ter convosco e deseja acompanhar-vos no vosso caminho, para vos abrir as portas duma vida plena e tornar-vos participantes da sua relação íntima com o Pai.

No Evangelho que ouvimos (cf. Mt 16, 13-20), vemos representadas, de certo modo, duas formas diferentes de conhecer Cristo. O primeiro consistiria num conhecimento externo, caracterizado pela opinião corrente. À pergunta de Jesus: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?», os discípulos respondem: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas». Isto é, considera-se Cristo como mais um personagem religioso junto aos que já são conhecidos. Depois, dirigindo-se pessoalmente aos discípulos, Jesus pergunta-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Pedro responde formulando a primeira confissão de fé: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». A fé vai mais longe que os simples dados empíricos ou históricos, e é capaz de apreender o mistério da pessoa de Cristo na sua profundidade.

A fé, porém, não é fruto do esforço do homem, da sua razão, mas é um dom de Deus. Tem a sua origem na iniciativa de Deus, que nos desvenda a sua intimidade e nos convida a participar da sua própria vida divina. A fé não se limita a proporcionar alguma informação sobre a identidade de Cristo, mas supõe uma relação pessoal com Ele, a adesão de toda a pessoa, com a sua inteligência, vontade e sentimentos, à manifestação que Deus faz de Si mesmo. Deste modo, a pergunta de Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?», no fundo está impelindo os discípulos a tomarem uma decisão pessoal em relação a Ele.

E, dado que supõe seguir o Mestre, a fé tem que se consolidar e crescer, tornar-se mais profunda e madura, à medida que se intensifica e fortalece a relação com Jesus, a intimidade com Ele. Também Pedro e os outros apóstolos tiveram que avançar por este caminho, até que o encontro com o Senhor ressuscitado lhes abriu os olhos para uma fé plena.

Queridos jovens, Cristo hoje também se dirige a vós com a mesma pergunta que fez aos apóstolos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Respondei-Lhe com generosidade e coragem, como corresponde a um coração jovem como o vosso. Dizei-Lhe: Jesus, eu sei que Tu és o Filho de Deus que deste a tua vida por mim. Quero seguir-Te fielmente e deixar-me guiar pela tua palavra. Tu conheces-me e amas-me. Eu confio em Ti e coloco nas tuas mãos a minha vida inteira. Quero que sejas a força que me sustente, a alegria que nunca me abandona.

A Igreja não é uma simples instituição humana, como outra qualquer, mas está intimamente unida a Deus. O próprio Cristo Se refere a ela como a «sua» Igreja. Não se pode separar Cristo da Igreja, tal como não se pode separar a cabeça do corpo (cf. 1 Cor 12, 12). Queridos jovens, permiti que, como Sucessor de Pedro, vos convide a fortalecer esta fé que nos tem sido transmitida desde os apóstolos, a colocar Cristo, Filho de Deus, no centro da vossa vida. Mas permiti também que vos recorde que seguir Jesus na fé é caminhar com Ele na comunhão da Igreja. Não se pode, sozinho, seguir Jesus. Quem cede à tentação de seguir «por conta sua» ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d'Ele.

Ter fé é apoiar-se na fé dos teus irmãos, e fazer com que a tua fé sirva também de apoio para a fé de outros. Peço-vos, queridos amigos, que ameis a Igreja, que vos gerou na fé, que vos ajudou a conhecer melhor Cristo, que vos fez descobrir a beleza do Seu amor. Para o crescimento da vossa amizade com Cristo é fundamental reconhecer a importância da vossa feliz inserção nas paróquias, comunidades e movimentos, bem como a participação na Eucaristia de cada domingo, a recepção frequente do sacramento do perdão e o cultivo da oração e a meditação da Palavra de Deus.

E, desta amizade com Jesus, nascerá também o impulso que leva a dar testemunho da fé nos mais diversos ambientes, incluindo nos lugares onde prevalece a rejeição ou a indiferença. É impossível encontrar Cristo, e não O dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus. Penso que a vossa presença aqui, jovens vindos dos cinco continentes, é uma prova maravilhosa da fecundidade do mandato de Cristo à Igreja: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15). Incumbe sobre vós também a tarefa extraordinária de ser discípulos e missionários de Cristo noutras terras e países onde há multidões de jovens que aspiram a coisas maiores e, vislumbrando em seus corações a possibilidade de valores mais autênticos, não se deixam seduzir pelas falsas promessas dum estilo de vida sem Deus.

Queridos jovens, rezo por vós com todo o afeto do meu coração. Encomendo-vos à Virgem Maria, para que Ela sempre vos acompanhe com a sua intercessão materna e vos ensine e fidelidade à Palavra de Deus. Peço-vos também que rezeis pelo Papa, para que, como Sucessor de Pedro, possa continuar confirmando na fé os seus irmãos. Que todos na Igreja, pastores e fiéis, nos aproximemos de dia para dia sempre mais do Senhor, para crescermos em santidade de vida e darmos assim um testemunho eficaz de que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus, o Salvador de todos os homens e a fonte viva da sua esperança. Amém.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Vida Cristã e Vocação

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 26 de agosto a 01 de setembro de 2011


Buscamos juntos os caminhos para a presença cristã num mundo pluralista, desafiador e ao mesmo tempo maravilhoso, até porque não o recebemos pronto. Faz parte do amor eterno com que Deus nos criou que cada geração assuma de novo a tarefa de "dominar a terra" (Cf. Gn 1, 26-31). Nossos antepassados deram conta de suas responsabilidades e somos gratos pela contribuição que ofereceram, mas o tempo que temos é o de hoje e nós somos "a bola da vez".

O Senhor provoca cada pessoa a um compromisso com a edificação do mundo, tecendo a teia de relacionamentos com a natureza, o próximo e com o próprio Deus. Todos nós recebemos uma bateria de dons e capacidades que nos dão condições para marcar com nosso selo pessoal a realidade em que vivemos. Identificar os dons pessoais, acolhê-los e fazê-los frutificar! Este é o primeiro passo.

O Papa Bento XVI afirmou há poucos dias em Madrid que o seguimento de Jesus Cristo se faz em Comunidade de Igreja. Pois bem, as pessoas com as quais vivemos são instrumentos de Deus para que nossos dons se revelem. Quem já sentiu um apelo vindo de sua comunidade, chamando a servir e a promover o bem comum deve ter percebido que esta é uma das fontes mais significativas de realização humana. Tarefas assumidas a partir das necessidades de uma comunidade concreta despertam capacidades impensadas anteriormente. Aprende-se a fazer por causa do chamado de Deus feito pelas pessoas. E muitos descobriram assim seu modo de fazer o bem, especialmente pelos mais pobres. Olhar ao nosso redor e escutar os clamores das pessoas e não fugir da raia, pois há um lugar para cada um de nós.

Há outro e não menos importante espaço para identificar o bem que se pode fazer. É lá dentro de nosso coração, quando entramos em nosso "quarto" interior que Deus fala. Há um trato de "tu a tu", com o qual Deus olha em nossos olhos e chama. Estranha-me saber que muitos nunca chegaram a entrar nesse quarto interior. Todas as pessoas humanas foram criadas para a intimidade com Deus, sem exceção. Não existe uma categoria inferior de cristãos, à qual não se desse as pérolas do Evangelho.

Dons que o Senhor confiou, apelos das pessoas, inspiração interior. São as fontes para todos os cristãos, independente de idade ou estado de vida haurirem a sabedoria necessária para viverem sua vocação. Sim, existe um olhar especial de Deus para cada pessoa, expressão de seu amor. Se cada cristão se descobrir missionário, teremos uma imensa multidão de homens e mulheres presentes na sociedade e no mundo, conduzidos todos pelo Espírito Santo, transformando nossa realidade, fermentando-a com os valores do Evangelho. Neste final de semana, intensamente vocacional em nossa Igreja de Belém, com a Feira Vocacional e o Show Vocacional, o Senhor nos conceda a resposta generosa de muitas pessoas a trabalharem pelo Evangelho e pela Igreja.

No domingo passado, em Madrid, a Jornada Mundial da Juventude se transformou num grande chamado vocacional. Os jovens ali presentes, de cento e noventa e quatro países, receberam a cruz e o mandato missionário, acolhendo o convite do sucessor de Pedro. Era maravilhoso ver as ruas da capital espanhola, num país de forte tradição católica, quase envergonhado nos últimos tempos de suas raízes cristãs, regado pelo sorriso, a disponibilidade e a coragem da juventude.

Os jovens deram um verdadeiro banho de vida espiritual que se estendeu aos confins da terra. Na Vigília vivida com o Papa, depois de uma tempestade que assustou a todos, era positivamente chocante ver um mar de silêncio que se estendia quando o Santíssimo Sacramento foi exposto. Ninguém precisou dizer àquela juventude maravilhosa para se calar. O rumor das aclamações transformou-se em adoração! Sim, a segurança que encontramos para confiar no futuro está no alto, no céu que se faz presente no Altar. Para lá nossos jovens querem olhar e de Jesus nascerão novos apóstolos para novos tempos. A luz de faz presente!

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 19 a 25 de agosto de 2011


Um milhão e meio de jovens reunidos em Madri, na Espanha, em torno de um homem de oitenta e quatro anos, Bento XVI, sucessor de São Pedro, junto com cerca de oitocentos bispos, vindos de todo o planeta para a vigésima sexta Jornada Mundial da Juventude, ideia nascida do coração apostólico do Beato João Paulo II, que até hoje atrai pessoas de todas as idades.

A Igreja não tem idade! Ela é casa aberta para todas as nações e gerações, mãe que acolhe em seu regaço as diversas situações humanas. Ela será sempre jovem, renovada e embelezada pelo seu esposo que é o Cristo. Velhice é o pecado, não o abençoado acúmulo de anos e de experiência. Olhando para esta multidão de jovens que acorreram a Madri, pensei nos resultados das anteriores Jornadas Mundiais da Juventude. Nossa geração ficou marcada por este compromisso periódico, agenda da Igreja para os jovens cristãos do mundo inteiro. Quantas vocações ao matrimônio, o sacerdócio ou a vida religiosa nasceram delas! Como a Igreja tem mostrado seu rosto jovem para o mundo, pois continua e será sempre atual o chamado de Jesus Cristo a uma vida santa, na medida do Evangelho!

O lema da Jornada, cujo conteúdo foi desenvolvido em sua preparação e nas catequeses feitas por nós Bispos em Madri, veio do texto de São Paulo aos Colossenses: "Continuai enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Cf. Cl 2, 7). A carta da qual é tirado este convite, foi escrita para responder a uma necessidade precisa dos cristãos de Colossos. Com efeito, aquela comunidade estava ameaçada pela influência de tendências culturais que afastavam os fiéis do Evangelho. O nosso contexto cultural tem muitas analogias com o tempo dos Colossenses. Há uma forte corrente de pensamento laicista que pretende marginalizar Deus da vida das pessoas e da sociedade, perspectivando e tentando criar um "paraíso" sem Ele. Mas a experiência ensina que o mundo sem Deus se torna um "inferno": prevalecem os egoísmos, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e entre os povos, a falta de amor, de alegria e de esperança. Ao contrário, onde as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, o adoram na verdade e ouvem a sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, na qual todos são respeitados na sua dignidade, cresce a comunhão, com os frutos que ela dá (Cf. Mensagem do Papa Bento XVI para a XXVI Jornada Mundial da Juventude, 2-5).

Bento XVI trabalhou sua mensagem para a Jornada Mundial da Juventude em torno de três imagens: "enraizado" recorda a árvore e as raízes que a alimentam; "fundado" refere-se à construção de uma casa; "firme" evoca o crescimento da força física e moral. No texto original as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isto significa que é o próprio Cristo quem toma a iniciativa de radicar, fundar e tornar firmes os que acreditam. No encontro com Cristo, a juventude do mundo, enraizada nele e nele alicerçada, encontra forças para permanecer firme na fé.

A experiência da Jornada nos remete à jovem de Nazaré, Maria, cuja Assunção do Céu nós celebramos. Ela foi saudada pelo anjo com uma expressão inusitada na Escritura: "Ave, cheia de graça" (Lc 1, 28). É a inimizade com o pecado, sonhada e prometida no Livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela" (Gn 3, 15). A uma apenas adolescente, Deus pediu uma resposta de gente grande: "Eis a escrava do Senhor, fala-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1, 38). Ela foi elevada ao Céu em corpo e alma, sem sofrer a corrupção do sepulcro após a morte. Nela já se realizou a promessa contida na palavra do Apóstolo: "Quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade e este ser mortal estiver vestido de imortalidade, então estará cumprida a palavra da Escritura: a morte foi tragada pela vitória" (1 Cor 15, 54).

A juventude perene da Igreja tem um novo compromisso marcado no Brasil com o mundo inteiro, de vinte e três a vinte e oito de julho de dois mil e treze, no Rio de Janeiro, com o Papa, os Bispos e os jovens, na vigésima sétima Jornada Mundial da Juventude. A Virgem Imaculada e Assunta ao Céu, Nossa Senhora de Nazaré, nos ajude com seu exemplo e oração, para estarmos preparados!

O Padre responde - Mons. Raimundo Possidônio: A importante Celebração Dominical

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 12 a 18 de agosto de 2011


Monsenhor Raimundo Possidônio, eu gostaria de saber por que é pecado faltar à missa aos domingos, e que tipo de pecado? Estou com dúvida em relação a isso. Atenciosamente. Edilza Vilhena. Paz em Cristo!

Prezada Edilza: antes de falar de pecado e que tipo de pecado, creio ser necessário expor aqui a importância da celebração eucarística dominical. A Igreja tem o domingo como o dia de preceito por execelência porque Jesus ressucitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Mc 16,2). Nisto, o domingo se distingue do sábado judeu - que significa o fim da primeira criação - porque a ressurreição de Jesus plenifica todo mistério da redenção operada por ele - início da nova criação, fundação do novo povo de Deus. O Mistério pascal por conseguinte é o coração da vida da Igreja. Diz o Catecismo que a participação na celebração comunitária da Eucaristia dominical é um testemunho de pertença e de fidelidade a Cristo e à sua Igreja. A Eucaristia é a base e o fundamento - sacramento - da comunhão eclesial, isto é, o dia do Senhor é também o dia da Igreja pois aí se assentam as bases de sua unidade.

Daí a importância de "viver segundo o domingo" (Santo Inácio de Antioquia in Bento XVI, Sacramentum Caritatis). Por tudo isso, Edilza, é que a fé corre riscos incomensurávies quando não temos consciência da importância e do valor do domingo. Constitui pecado grave faltar à missa dominical, porque expressa falta de unidade e de comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs de fé. Se nós católicos tivermos consciência de nossa fé e de nossa participação na vida da Igreja jamais, jamais faltaremos à missa no dia do Senhor. Nestes últimos anos, além das orientações normativas e doutrinárias do Código de Direito Canônico e do Catecismo da Igreja, nossos queridos papas publicaram alguns documentos da mais alta importância para entendermos o valor da Eucaristia e do domingo na vida do cristão. Recomendo a leitura da Carta Enciclica Ecclesia de Eucharistia e a Carta Apostólica Dies Domini de João Paulo II e a Exostação apostólica Sacramentum Caritatis de Bento XVI. E para não esquecer, há outros dias festivos que são também dias de preceito como o domingo, ou seja, temos o dever de participar da Santa Missa: o dia de Natal, da Epifania, da Ascensão, Corpus Christi, o dia de Santa Maria, Mãe de Deus, da sua Imaculada Conceição e Assunção, o dia de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e o dia de Todos os Santos. Alguns desses dias, por não serem feriados, a Igreja no Brasil remete para o domingo seguinte a sua celebração para que seja obedecida essa orientação.

Conversa com o meu povo: Dom Alberto Taveira - Dons de Deus

Jornal Voz de Nazaré - Edição de 12 a 18 de agosto de 2011


"Quem herda, não rouba". Foram inúmeras as vezes em que ouvi de meu pai esta frase, referindo-se às marcas que se transmitem de geração a geração. Se somos únicos quanto à dignidade pessoal, dom irrevogável de Deus (Cf. Rm 11,29), o Senhor nos concedeu uma série de valores, transmitidos de geração em geração, a serem ciosamente guardados, conservados e passados adiante com fidelidade. No varejo dos contatos com as pessoas, tenho aprendido a respigar lições do cotidiano. Não dá para viver distraído, e aproveito o dia dos pais para comunicar algumas delas. "Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio" (Mt 15, 21-28) é o grito de uma mãe dirigido a Jesus. "Minha filhinha está nas últimas" (Mc 5, 23), diz ao Senhor um dos chefes de sinagoga, chamado Jairo. Meu filho, minha filha! Nesta relação se encontra a comunicação positiva de uma imagem, a da paternidade e da maternidade. Ao cumprimentar nestes dias um casal amigo que faz festa pelo casamento da filha, faz-se presente em minhas orações o pedido de que o santo orgulho dos pais seja conservado em nossas famílias. Muitos casais possam ostentar, sim, com imensa alegria, um verdadeiro troféu que simboliza o amor vivido, a graça de passar adiante a vida recebida.

Outro casal esperava o filho que estuda fora e conversávamos no Aeroporto. Orgulhosamente, ao apresentar-me o rebento, o pai dizia que já começam a referir-se a ele como "o pai" daquele filho médico. E não se sentia diminuído. Sua felicidade é ser pai, e o filho fica maior! E ninguém fica complexado ao mudar de status! É porque pai que se preze quer ver o filho crescer! Já se superou o conflito e a competição tantas vezes presente quando os filhos são adolescentes. De fato, os pais se perpetuam no crescimento dos filhos, que são diferentes, mas não deixam de serem filhos.Aproximam-se de mim um homem e uma mulher, ao final da Missa, numa de nossas Paróquias. Repete-se um pedido que se faz, graças a Deus, muito frequente, de que toque e abençoe a linda e imensa barriga da mulher que estava para dar à luz nos dias seguintes. Não posso me omitir e faço festa pela vida! Sejam muitas as mulheres grávidas a pedirem à Igreja a bênção antes do parto! Muitas vidas sejam preparadas, ainda no ventre materno, para o banho batismal, como expressa o rito desta bênção. Multipliquem-se o rumor, o sorriso e o choro das crianças em nossas igrejas! Vejam-se mulheres amamentando, homens quais marinheiros de primeira viagem, desajeitados com crianças no colo ou aprendendo a trocar fraldas. O espetáculo da paternidade e da maternidade continue a ser dado a público.

Um jovem casal, cujo matrimônio tive a alegria de abençoar, passou por momentos difíceis, pois os médicos previam dificuldades quanto à saúde da criança. Antes de vir à luz a desejada criança, vi os dois se desdobrando em atenções e cuidados. Houve apreensão, medo do futuro, alegria por ver que tudo agora está bem, enquanto aguardam o iminente nascimento da criança. O amor dos dois os faz prontos para enfrentar dificuldades. No correr da vida, serão muitas as surpresas, tantas as noites em claro, muito maiores as alegrias! Aprendizado inigualável, sinfonia executada pelos vários artistas da existência, na mais bonita das escolas, a do lar!

Faço propaganda do casamento! O matrimônio é um sacramento, canal que simboliza e comunica a graça de Deus para duas pessoas chamadas, por vocação, a oferecerem a Deus a capacidade de se amarem mutuamente como matéria a ser transformada em sinal do amor de Cristo e da Igreja. Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (Cf. Ef 5, 21-33), escolhendo a união exclusiva, fecunda e fiel de um homem e de uma mulher como sinal de tal amor. Não se trata de "morar juntos", mas de transformar a vida dos dois que se casam, de forma a poder dizer ao mundo: "vejam aqui a presença de Deus". A vida digna será sempre cultivada na família. Sonhamos juntos, Igreja e Casais, com a família segundo o plano de Deus. Nossa geração seja digna a ponto de não desperdiçar seus valores, mas, antes, transmiti-los aos que vierem depois de nós. É assim que queremos viver a Semana Nacional da Família, que se celebra a partir do dia dos pais. E a todos os que receberam a graça da paternidade, o abraço e a bênção!

Nossa Área de Jurisdição Paroquial

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Nosso Sistema

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Seja Dizimista de nossa Paróquia!

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